O geógrafo Miguel Bastos Araújo, investigador da Universidade de Évora, é o vencedor do Prémio Pessoa 2018. O português já recebeu recebeu vários prémios internacionais — em 2016 recebeu o Prémio Rey Jaime I, que distingue estudos e entidades científicas que contribuem para a promoção da investigação e para o desenvolvimento científico em Espanha — e o mês passado foi galardoado com o Prémio Ernst Haeckel 2019. Este último é atribuído, a cada dois anos, a um ecologista sénior como reconhecimento da sua excecional contribuição para a ciência ecológica europeia.

Miguel Araújo é também dos cientistas mais citados de Portugal. Este ano voltou a surgir na lista “Highly Cited Researchers”, que anualmente é elaborada pela Clarivate Analytics e que inclui um número restrito de cientistas de todo o mundo. O especialista em ecologia voltou a ser, pelo segundo ano consecutivo, o segundo português com mais citações, segundo este ranking, com um total de 23.993, e uma média de 177 por artigo.

Investigador do CIBIO-inBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos — Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva), já participou em dezenas de projetos científicos internacionais na área dos impactos das alterações climáticas, tendo inclusive produzido relatórios para os governos de Portugal e Espanha. A pedido do Conselho da Europa, foi também ele a dirigir o relatório sobre as consequências das alterações climáticas nas áreas protegidas europeia.

Neste momento, coordena os trabalhos preparatórios da Estratégia Regional do Alentejo para as Alterações Climáticas a convite da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

O Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa do semanário Expresso e da Caixa Geral de Depósitos.