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Inspeção da Saúde e Ordem dos Médicos investigam médico afastado pelo INEM

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A Inspeção-geral das Atividades em Saúde instaurou um inquérito disciplinar ao médico afastado pelo INEM, que se terá recusado a prestar assistência a um doente. A Ordem também está a investigar.

O caso em que António Peças terá, alegadamente, simulado uma doença para não acompanhar um doente no helicóptero do INEM remonta a outubro de 2017

Tiago Petinga/LUSA

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  • Agência Lusa
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A Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) instaurou um inquérito disciplinar ao médico afastado pelo INEM que, alegadamente, recusou indevidamente o helitransporte de um doente. Em resposta à agência Lusa, a IGAS indica que o processo é “de natureza secreta” até à acusação, estando neste momento em instrução.

A IGAS indica também que tomou conta, em março de 2018, do processo de inquérito instaurado pelo hospital Espírito Santo de Évora, a pedido do conselho de administração do hospital. António Peças, o médico em causa, trabalha no hospital de Évora e fazia serviço para o INEM.

A Ordem dos Médicos também está a analisar uma queixa sobre o clínico António Peças. A informação foi confirmada à agência Lusa pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, que indicou que o assunto está nas mãos do conselho disciplinar do Sul da Ordem.

De acordo com o bastonário dos Médicos, a queixa anónima referente a António Peças chegou à Ordem há “algum tempo”, tendo o assunto sido remetido para o conselho disciplinar, órgão que pode decidir abrir um processo disciplinar.

No início da semana, o Observador  divulgou uma reportagem que dava conta de que António Peças foi afastado do INEM depois de ter, alegadamente, simulado uma doença para não transportar um doente, enquanto se encontrava numa corrida de touros.

Esta quinta-feira, o Observador divulga outros dois casos que o INEM terá investigado e nos quais o médico António Peças terá, alegadamente, mostrado resistência em transportar doentes.

Também esta quinta-feira, a Procuradoria-geral da República confirmou à Lusa a existência de um inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora, que se encontra em investigação e sem arguidos constituídos.

O caso em que António Peças terá, alegadamente, simulado uma doença para não acompanhar um doente no helicóptero do INEM remonta a outubro de 2017.

Segundo confirmou à Lusa uma fonte do INEM, em fevereiro de 2018, foi endereçada uma queixa anónima sobre António Peças à Ordem dos Médicos e à Inspeção-geral das Atividades em Saúde, com conhecimento ao INEM.

Entretanto, o INEM abriu uma investigação interna no final de fevereiro do ano passado e o processo acabou por ser concluído em dezembro, segundo a mesma fonte. Imagens que mostram o médico numa tourada foram divulgadas no site Toureio.pt

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