Música

Martin Scorsese vai fazer um novo documentário sobre Bob Dylan para a Netflix

Depois de "No Direction Home" (2005), o realizador regressa ao percurso do músico americano. Desta vez para contar a história da digressão "Rolling Thunder Revue". Data de estreia ainda por confirmar.

Dylan na capa de "Live in 1975", um dos capítulos da série de discos "The Bootleg Series"

Martin Scorsese vai realizar um novo documentário sobre Bob Dylan. O foco será a Rolling Thunder Revue, a digressão que o músico apresentou pelos Estados Unidos e pelo Canadá entre 1975 e 1976, durante a qual foi acompanhado por artistas como Joan Baez, Roger McGuinn, Emmylou Harris ou Ramblin’ Jack Elliott.

O documentário, que terá por título “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story”, tem produção e distribuição asseguradas pela Netflix, que não confirmou ainda uma data de estreia. Vai incluir imagens inéditas e novas entrevistas com Dylan. Esta digressão é considerada uma das mais emblemáticas, históricas e influentes da história da música pop-rock, pelo conjunto de músicos que levou ao palco e pela forma como apresentou ao vivo a melhor música que o americano compôs e gravou.

[a gravação clássica de “Tangled Up in Blue” durante a Rolling Thunder Revue:]

A informação foi avançada primeiro pela Variety, que citou uma fonte da Netflix: “‘Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story’, de Martin Scorsese, capta o espírito complexo da América em 1975 e recupera a música que Bob Dylan apresentou ao vivo no outono daquele ano. Parte documentário, parte filme, parte sonho, ‘Rolling Thunder’ é uma experiência única.”

Na altura, a Rolling Thunder Revue deu mesmo um filme, escrito por Sam Sheppard, com o título “Renaldo and Clara” e lançado em 1978. Tinha quase quatro horas e juntava imagens captadas em concerto, entrevistas mas também pedaços ficcionados (um filme que acabou por ser mal recebido pelo público e pela crítica).

Scorsese já tinha assinado o documentário “No Direction Home”, de 2005, que recuperava a história inicial de Bob Dylan, focando-se sobretudo no perído entre 1965 e 1966, momento de transição e definição da personalidade artística do músico, compositor e escritor (e prémio Nobel da Literatura), até ao momento em que se retirou temporariamente dos palcos e do olhar público, depois de um acidente de mota.

[o trailer de “No Direction Home”:]

Também sobre Dylan está em produção um filme de Luca Guadagnino (o realizador de “Call Me By Your Name” e “Suspiria”) baseado no álbum de 1975, Blood on the Tracks. Richard LaGravenese é o argumentista de serviço.

Bob Dylan passa pelo Porto a 1 de maio, onde dá um concerto no coliseu, espectáculo que entretanto já esgotou todos os bilhetes.

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PCP

Patrão santo, funcionário posto fora da loja /premium

José Diogo Quintela
566

Estou chocado. Nunca pensei que o PCP não cumprisse a lei laboral. Mas o PCP está ainda mais chocado: nunca pensou ser obrigado a cumprir a lei laboral. É que escrevê-la é uma coisa, obedecê-la outra.

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