O pequeno citadino francês, que a Renault produz numa das suas fábricas onde também nascem os Smart Forfour, viu chegada a altura de lhe ser melhorada a estética, colando-o à imagem dos modelos mais recentes da marca francesa. Entre as modificações mais evidentes, destaque para a grelha de maiores dimensões, que com a ajuda de um pára-choques diferente ajuda a fazer parecer o carro mais largo, para o que também contribuem os faróis que passam a incluir as “daytime running lights”, alterando a assinatura luminosa do pequeno veículo, em forma de C.

Na traseira surgem entradas de ar em todas as versões, como que a recordar que, neste caso, o motor está mesmo ali, em cima do eixo posterior, com a pega da tampa da mala a ser agora mais prática de utilizar. Aliás, é esta colocação do motor que garante dois dos maiores trunfos do modelo, pois não só lhe permite um comportamento mais ágil e divertido, como liberta as rodas dianteiras para poderem virar mais, melhorando grandemente a agilidade em cidade.

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Por dentro há mais packs de personalização e mais equipamento, com ênfase no Easy Link com ecrã de 7 polegadas, que reproduz tudo o que se passa no seu smartphone, dando-lhe acesso à música, fazer e receber chamadas e recorrer a serviços de navegação como o Waze. E, já que estava com a mão na massa, a Renault alterou igualmente a consola central, tornando-a mais versátil e funcional.

Em termos mecânicos, o Twingo passa a montar na versão mais acessível o motor de 3 cilindros atmosférico SCe 75, em substituição do anterior SCe 70, beneficiando assim de mais 5 cv, da mesma forma que a versão mais possante passa a usufruir do tricilíndrico (mas agora sobrealimentado) TCe 95, em vez do antigo TCe 90, igualmente com mais 5 cv e disponível com a tradicional caixa de velocidades manual de cinco relações ou, em alternativa, a automática EDC com dupla embraiagem e seis velocidades. Deverá surgir posteriormente a versão GT, com 110 cv. Mais cedo ou mais tarde, estas motorizações revistas e com melhor desempenho chegarão igualmente aos Smart, dado a origem dos motores ser francesa.

Face à versão anterior (na foto), o renovado Twingo apresenta um conjunto de grelha e faróis que o fazem parecer mais largo, com a assinatura luminosa a deixar o pára-choques e a mudar-se para os faróis, como nos restantes modelos da Renault

O novo Twingo tem a chegada a Portugal agendada para o final do primeiro semestre, algures entre Maio e Junho, sendo necessário esperar um pouco mais para finalmente termos acesso à versão eléctrica do Twingo. Apesar de estar prevista desde o início do projecto, a Renault espera pelo incremento de eficácia das baterias, dada a reduzida capacidade disponível no modelo, que será necessariamente similar ao do Smart Forfour, onde cabem apenas 17,6 kWh. Esta capacidade permite à Smart anunciar 155 km, mas em modo NEDC, que cairá para cerca de 100 km em WLTP – nos EUA, segundo o método EPA, é de apenas 93 km –, valor que a Renault considera ser demasiado reduzido. Em breve, com o ganho de eficiência dos acumuladores, que todos os anos evoluem, a Renault passará finalmente a oferecer o Twingo Z.E..