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Mercedes-Benz

O que levará a Mercedes a pedir ajuda à Tesla?

Agora que já apresentou o seu primeiro veículo eléctrico moderno, a Mercedes deveria ser auto-suficiente nesta tecnologia. Mas aparentemente não, pois recorreu à Tesla para conceber o furgão Sprinter.

A Mercedes já deteve no passado uma fatia da Tesla e até chegou a recorrer à marca americana para conceber o Classe B Electric Drive (ED), em 2014, com os americanos a tratarem da electrificação. Mas à época, a marca alemã ainda estava por fora da tecnologia das baterias e dos sistemas de gestão de energia, pelo que esta solicitação pareceu normal. Tanto mais que visava obedecer às leis californianas, que obrigavam os fabricantes a vender carros eléctricos se queriam comercializar os outros, com motores de combustão.

Hoje, a Mercedes já tem no mercado o Smart ED e prepara-se para começar a entregar aos seus clientes, ainda em 2019, o Mercedes EQC. Daí que seja (no mínimo) estranho que a principal marca do Grupo Daimler recorra a um dos seus principais rivais no mercado dos veículos eléctricos, a Tesla, para electrificar um dos seus veículos. Em causa está o furgão Sprinter, que a Mercedes quer ver montado com um motor eléctrico alimentado por baterias, em vez da tradicional unidade turbodiesel.

Segundo o CEO da Daimler, Dieter Zetsche, “a Mercedes está aberta a trabalhar de novo com a Tesla”. A que o responsável pela Tesla – e o maior accionista –, Elon Musk, respondeu que iria propor “uma possível colaboração para criar uma versão eléctrica do Sprinter”. As conversações estão a decorrer a bom ritmo, de acordo com Zetsche, que revelou ainda que a Tesla estaria interessada num veículo a bateria, tipo Sprinter, para a sua frota de assistência aos clientes.

Quando a Daimler adquiriu cerca de 9% da Tesla por 50 milhões de dólares, em 2009, dando a mão à empresa de Musk num dos seus piores momentos financeiros (a três anos da apresentação do Model S), fê-lo porque a Tesla estava a um ano do lançamento em bolsa, após o qual as suas acções se valorizaram mais de 1000%. Isto rendeu à Daimler um lucro de quase 730 milhões, quando finalmente se desfez da participação em 2014.

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