O governo de São Tomé e Príncipe limitou esta quinta-feira as viagens de serviço dos funcionários públicos “ao estritamente necessário” e determinou que, exceto o primeiro-ministro, todos os governantes “passam a viajar em classe económica”, indica em comunicado.

A decisão consta do comunicado do conselho de ministros, a que a Lusa teve acesso e que explica que as viagens em classe executiva só serão permitidas “salvo nos casos em que o bilhete de passagem é garantido pelo Estado ou organismo que faz o convite”.

O governo justifica a medida com os “constrangimentos financeiros que o país atravessa”, sublinhando também, no comunicado, que serão implementados “mecanismos legais” para que a medida “seja estendida a todos os setores autónomos do Estado”.

Ainda de acordo com o comunicado do conselho de ministros, São Tomé e Príncipe vai acolher em junho um fórum empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da República Popular da China, no âmbito do Fórum Macau.

O evento terá a participação de cerca 200 empresários nacionais e estrangeiros, tendo o governo orientado o Ministério das Finanças a criar e presidir à comissão de trabalhos para a realização deste fórum.