O chefe do governo de Macau, Fernando Chui Sai On, defendeu esta sexta-feira a aposta no desenvolvimento de “vários novos setores”, de forma a garantir a diversificação económica do território e o reforço da cooperação regional.

Convenções, exposições, medicina tradicional chinesa, ou até mesmo um sistema financeiro com características próprias: são estes os principais setores que Chui Sai On quer ver desenvolvidos em Macau, uma cidade que considera ser “central na Grande Baía”, segundo um comunicado do gabinete.

Chui Sai On falava em Pequim, na segunda reunião plenária do Grupo de Líderes para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, poucos dias depois de o governo central ter revelado as linhas gerais do projeto.

O documento estipula que, até 2022, a Grande Baía deverá converter-se num cluster de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nível internacional. Para o chefe do governo, as linhas gerais apresentadas definem “bem e numa ótima científica” o posicionamento de Macau neste projeto-piloto.

A China quer acelerar a integração de Macau no país, através de medidas de aproximação às cidades vizinhas da província de Guangdong, ao mesmo tempo que pretende reforçar o papel de Macau como plataforma comercial com os países lusófonos.

A intervenção de Chui Sai On, na capital chinesa, ficou ainda marcada pela defesa do princípio “um país, dois sistemas”, que prevê um alto grau de autonomia até 2035. Também na semana passada, em Hong Kong, o chefe do governo afirmou que este princípio “é a marca distintiva do projeto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e essa é “a sua maior vantagem”.

O projeto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau pretende criar uma metrópole mundial a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto (PIB) que ronda os 1,3 biliões de dólares norte-americanos, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.