São Tomé e Príncipe

Deslocações de Marcelo Rebelo de Sousa a São Tomé elevaram excelência das relações bilaterais

O PM são-tomense, Jorge Bom Jesus, diz que laços de cooperação podem assumir maior dinamismo quando se deslocar a Portugal, ainda este ano. Marcelo volta a São Tomé dia 29 de março.

Primeiro-ministro de São Tome e Príncipe, Jorge Bom Jesus

AMPE ROGÉRIO/LUSA

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, afirmou esta quinta-feira que as consecutivas deslocações a São Tomé e Príncipe do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, elevaram a “excelência” nas relações com Portugal.

“É verdade que a nossa política externa, nos últimos anos, andou um bocado de cabeça perdida e nós estamos, de facto, a recentrar a nossa cooperação precisamente nos nossos parceiros tradicionais e estratégicos”, começou por dizer Jorge Bom Jesus, em declarações aos jornalistas, em São Tomé, a propósito do balanço dos 100 dias de governo.

Em causa, apontou, o primeiro-ministro, estão as duas visitas do chefe de Estado português, neste período, àquele país.

“Eu diria já três, em tão pouco tempo – ele vai voltar no dia 29 para o centenário da aprovação da teoria da relatividade -, não pode haver maior testemunho da excelência dessas relações”, acrescentou o primeiro-ministro.

O governante apontou que os laços de cooperação entre os dois países poderão assumir maior dinamismo quando se deslocar a Portugal, ainda este ano, em visita de trabalho, ou face à perspetiva de visita a São Tomé e Príncipe do primeiro-ministro português, António Costa.

Referindo-se à política externa, Jorge Bom Jesus considerou Angola e Portugal como “parceiros de cooperação tradicional”, com os quais o executivo está a “reativar e a redinamizar todos os eixos da cooperação”.

Num outro angulo deste balanço dos 100 dias de governação, o chefe do Executivo salientou as melhorias no fornecimento de energia elétrica à população e anunciou para breve a compra de novos grupos geradores com financiamento das empresas petrolíferas que operam no país.

“Estamos a produzir cerca de 14,7 MegaWatts, naturalmente que precisamos de 20, mas os trabalhos estão a ser feitos”, sublinhou.

“Neste momento deveríamos ter já o acordo assinado para garantir geradores de emergência durante este ano de 2019, até porque o financiamento já está disponível, de uma das empresas petrolíferas. Só não assinamos porque era necessário verificar clausula por clausula [o acordo]”, disse ainda o primeiro-ministro, assumindo que não quer “correr o risco” de assinar “documentos sem muito rigor”.

“Em todo o caso, estamos em conversações muito avançadas para que os novos grupos geradores, com capacidade entre seis a nove megawatts, possam chegar tão cedo quanto possível ao país”, garantiu.

O governante anunciou igualmente que Angola vai colocar à disposição do país uma linha de crédito para empresários são-tomenses e angolanos sem, contudo, anunciar o montante.

No encontro com os jornalistas, referiu igualmente que tem agendada uma visita de trabalho à Guiné Equatorial, que também integra, tal como São Tomé e Príncipe, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com vista a analisar com o Governo local um apoio direto ao orçamento, bem como mobilizar empresários e empresas internacionais e equato-guineense para o país.

Jorge Bom Jesus lembrou que São Tomé e Príncipe partilha uma fronteira comum com a Guiné Equatorial, área com “blocos petrolíferos” e manifestou a vontade o executivo de retomar com este país a cooperação nas áreas dos transportes marítimos e aéreos.

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