Estados Unidos da América

EUA. Senado revoga emergência nacional para construir muro e Trump anuncia veto

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Senado norte-americano revogou declaração de emergência nacional que Trump tinha declarado para avançar com construção do muro na fronteira com o México. 12 republicanos aliaram-se aos democratas.

MICHAEL REYNOLDS/EPA

É a resposta que Donald Trump não queria, mas que já antevira. O Senado norte-americano revogou a declaração de emergência nacional na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Assim, o plano do presidente dos EUA para começar a construir o tão prometido muro vai ter de ultrapassar mais este obstáculo.

A votação na câmara alta dos Estados Unidos tombou para a revogação graças ao voto de 12 senadores republicanos que votaram ao lado dos 49 democratas para revogar a declaração de emergência nacional. No Senado a maioria é republicana (53-47) mas nem isso foi suficiente para que Donald Trump conseguisse o apoio de que necessitava para encetar a construção do muro. A votação dos senadores terminou com 59 votos a favor – e 41 contra – o projeto de lei que previa anular a declaração de emergência nacional.

Algo que parece não preocupar o Chefe de Estado americano, que numa reação quase instantânea anunciou no Twitter – com um seco “VETO!” – aquilo que muitos analistas já tinham antecipado: Donald Trump vai vetar o diploma e devolver a palavra ao Congresso com as devidas objeções presidenciais. Esta será a primeira vez que vai utilizar este mecanismo desde que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017.

A declaração de emergência nacional permite ao Presidente dos Estados Unidos utilizar fundos federais sem a habitual e  necessária aprovação por parte dos congressistas. Trump já anunciou que pretende utilizar o dinheiro para financiar a construção do muro na fronteira com o México.

Esta votação é uma declaração de força do Senado perante o Chefe de Estado.

Já esta manhã, numa derradeira tentativa de convencer os republicanos a chumbar o projeto de lei, Trump tinha publicado um tweet a dizer que quem votasse ao lado dos democratas estaria a favor “do crime” e estaria a colaborar com a arqui-rival democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes.

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