Vitória de Guimarães

Treinador do Vitória de Guimarães quer ataque mais forte para derrotar Boavista

O Vitória de Guimarães, sexto classificado com 39 pontos, recebe o Boavista, 13.º com 26, no sábado, pelas 18h, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

RODRIGO ANTUNES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O treinador Luís Castro realçou esta sexta-feira que o Vitória de Guimarães precisa de ser “equilibrado” na defesa e de melhorar no ataque para vencer em casa o Boavista, em partida da 26.ª jornada da I Liga de futebol.

Com os vitorianos no sexto lugar, com 39 pontos, a nove jornadas do fim do campeonato, o técnico realçou que “há cada vez menos margem para haver descuidos” e frisou que os seus jogadores vão ter de apresentar um futebol ofensivo superior ao dos últimos jogos se quiserem impor-se aos ‘axadrezados’ e melhorar o registo até agora apresentado em casa – sete vitórias, três empates e duas derrotas.

“Vamos ter de fazer aquilo que temos feito muitas vezes em casa: ser uma equipa muito equilibrada defensivamente e com grande volume ofensivo. Não temos criado tantas oportunidades como eu gostaria nesse volume. Falta-nos isso. Espero que aconteça amanhã [no sábado]”, disse o técnico vimaranense, na conferência de antevisão à partida agendada para as 18h.

Luís Castro admitiu que a equipa de Guimarães “não tem conseguido resolver” o “défice” na criação de oportunidades e na finalização – marcou quatro golos nos últimos seis jogos -, e admitiu alterações táticas ao longo do jogo, mas não no início – os vitorianos devem apresentar-se no 4x3x3 habitual.

“Não temos visto muito as equipas mudarem os seus sistemas táticos e as suas dinâmicas. De forma inicial, não estou a pensar fazê-lo. Ao longo de alguns jogos, temos aparecido com o médio ofensivo mais perto do ponta de lança ou com dois pontas de lança. Temos feito isso em situações pontuais, mas não de forma continuada e não no início do jogo”, explicou.

Apesar de estar no 13.º posto, com 26 pontos, e na luta pela permanência, o Boavista é, para Luís Castro, uma equipa “muito competitiva”, com “solidez defensiva” (31 golos sofridos), que reagiu bem à entrada do treinador Lito Vidigal, com três triunfos nos seus primeiros quatro jogos, e vai “tentar roubar muitos espaços para sair rápido para o ataque”.

O técnico vitoriano disse, aliás, que espera, até ao fim da competição, desafios entre equipas “mais agressivas”, a “tentarem reduzir os espaços umas às outras”, nas quais a “dimensão mental vai ser cada vez mais decisiva”. Com a sua equipa na luta pelo apuramento para a Liga Europa – almeja o quinto lugar, ocupado pelo Moreirense, com 42 pontos -, Luís Castro assumiu que, nesta fase, gostaria de ter mais pontos, mais golos marcados e uma maior estabilidade no meio-campo, condicionado recentemente pelas lesões de André André e de Joseph.

“Infelizmente, perdemos o Joseph no seu melhor período. Perdemos também o André André num bom período. Nunca foi por isso que nunca deixamos de ir a jogo com a intenção de ganhar, mas gostávamos dessa estabilidade na equipa”, reconheceu.

O Vitória de Guimarães, sexto classificado com 39 pontos, recebe o Boavista, 13.º com 26, no sábado, pelas 18h, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

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