O rei Balduíno da Bélgica terá mantido uma relação secreta com a madrasta, a princesa Lilian, segunda esposa do seu pai, Leopoldo III. A revelação foi feita 65 anos depois, através dos diários do ex-primeiro-ministro belga, Achille Van Acker.

O jornal holandês Het Laatste Niewws compilou alguns dos excertos mais interessantes do diário do ex-primeiro-ministro belga e num deles é revelado um possível romance entre o rei e a madrasta, no ano de 1952. Van Acker foi informado das movimentações na Casa Real belga, quando lhe foi transmitido que “Balduíno e Lilian viajaram para Tirol [uma região na Áustria] num comboio noturno e dividiram o compartimento para dormir“.

Na altura, Van Acker, que foi primeiro-ministro durante quatro anos do reinado de Balduíno, optou por manter a informação longe dos holofotes e reteve-a no núcleo duro do executivo e da Casa Real belga. Segundo a mesma publicação holandesa, o chefe do governo recebia o conteúdo das conversas entre a princesa Lilian e o rei Balduíno, tendo, entre outros, intercetado um “só seu“, do rei para a princesa, e um “nunca te deixarei“, da princesa para Balduíno.

A princesa Lilian foi a segunda mulher de Leopoldo III, depois da mãe de Balduíno, Astrid da Suécia, ter morrido num acidente de carro. Lilian, que foi impedida de utilizar grande parte dos títulos da nobreza belga, teve ainda três filhos de Leopoldo III. O rei Balduíno acabou por casar com Fabíola, em 1960, de quem nunca teve filhos, oito anos depois do alegado caso, silenciando assim os boatos sobre a relação com a madrasta.

Balduíno da Bélgica foi rei entre 1951, depois de o pai — que registou baixos níveis de popularidade — ter abdicado, tendo ficado conhecido por ter renunciado ao trono entre os dias 4 e 5 de março de 1990, ao recusar assinar a lei de despenalização do abordo na Bélgica. Balduíno morreu três anos depois e o irmão mais novo, Alberto II, sucedeu-lhe no trono.