A Porsche está seguir as directrizes do Grupo Volkswagen e a apostar forte na tecnologia eléctrica. Além dos já anunciados Taycan e Taycan Cross Turismo, e dos prometidos para breve Macan eléctrico e, muito provavelmente, um Cayenne igualmente alimentado por bateria, o construtor alemão está decidido a avançar com esta tecnologia pelo reino dos superdesportivos.

Numa entrevista à Top Gear, o CEO da marca, Oliver Blume, levantou a ponta do véu sobre o futuro dos supercarros da marca. Lembrando que a Porsche possui uma grande história neste segmento, garantiu que está apostado em ter igualmente um grande futuro, o que passa por conceber um modelo eléctrico alimentado por acumuladores.

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À publicação britânica, Blume admite que a Porsche necessita de recorrer à tecnologia da pequena Rimac, uma empresa croata de que poucos ouviram falar, considerada a Tesla dos superdesportivos:

As parcerias serão cada vez mais importantes no futuro e Mate Rimac (o fundador da marca croata) é um experiente e motivado parceiro para nos ajudar a produzir protótipos e soluções inteligentes em pequenas quantidades”, reconhece o CEO da marca de Estugarda.

E isto não será difícil de acontecer, pois se o 918 Spyder (345 km/h e 2,6 segundos de 0-100 km/h) era um híbrido com 887 cv, em que 600 cv saíam do 4.6 V8 atmosférico, para depois serem complementados por dois motores eléctricos com 286 cv, sendo este alimentado por bateria de somente 6,8 kWh, o Rimac vai muito mais longe. O segundo e mais recente superdesportivo croata, o C_Two, monta quatro motores eléctricos que totalizam 1.914 cv, o que lhe permite atingir 100 km/h nuns incríveis 1,85 segundos, para depois atingir 415 km/h.

De recordar que a Rimac vendeu 10% do capital à Porsche, anunciando que via com bons olhos tornar-se num fornecedor da indústria automóvel a uma escala maior do que já faz com a Aston Martin – é esta empresa que fornece o sistema KERS a equipas de F1 e ao Valkyrie, fruto da colaboração entre a marca britânica e a equipa de competição da Red Bull. Contudo, Mate Rimac sempre fez questão de frisar que não iria prescindir do controlo da Rimac e que pretendia ser fornecedor de todas as empresas que queiram adquirir os seus serviços, como especialistas em desportivos eléctricos.