As barragens B3/B4, em Macacos, e as Forquilhas 1 e 3, em Ouro Preto, todas na zona de Minas Gerais, foram consideradas pela Agência Nacional de Mineração do Brasil como em “risco iminente de romper”, noticia a G1. As barragens são da responsabilidade da Vale, construtora da barragem de Brumadinho, cujo colapso causou pelo menos 212 mortos.

As estruturas em risco, garantiu a Defesa Civil à mesma publicação, estão a ser monitorizadas diariamente. Por precaução as zonas habitacionais em risco direto foram já evacuadas. 250 pessoas tiveram de ser realojadas em Macacos e em Ouro Preto.

Ainda assim, o possível colapso da barragem de Macacos coloca em risco cinco mil e duzentas pessoas. O distrito de Honório Bicalho seria atingido pelas lamas libertadas em menos de uma hora. A cidade de Raposos estaria em risco após uma hora e quarenta e cinco minutos. A população dessas zonas está a receber cursos de prevenção de catástrofe, para que possa escapar de forma segura.

A Barragem B3/B4 tem uma estrutura do mesmo modelo das de Brumadinho, onde a rutura originou um desastre recentemente, e de Mariana.

As duas barragens de Ouro Preto — que já foram descontinuadas pela Vale e estão no de descomissionamento da empresa — colocam em risco a zona de Itabirito, habitada por 45 mil pessoas e que seria atingida uma hora e meia após o colapso. Os habitantes estão a receber treinos similares.

A Defesa Civil garante que não haverá mais evacuações. Auditores independentes recusaram considerar as barragens seguras e a Vale irá adotar “medidas preventivas” para evitar o colapso das barragens.

O desastre na barragem de Brumadinho, que correu em janeiro último provocou mais de 150 mortos, segundo números da Defesa Civil de Minas Gerais.A lama proveniente da rutura da barragem varreu a comunidade local e parte do centro administrativo da empresa mineira Vale, destruindo o refeitório onde se encontrava uma parte dos funcionários.

Após o desastre, a Vale anunciou que ia fechar todas as barragens construídas com o mesmo método da de Brumadinho, ou seja, erguidas a partir do próprio lixo e da terra na área. A mineradora brasileira já esteve envolvida num outro acidente semelhante, ocorrido numa das minas da sua subsidiária Samarco no estado de Minas Gerais, há três anos, na cidade de Mariana, no qual morreram 19 pessoas após a rutura de uma outra barragem.