A autoridade tributária fiscalizou sinais de riqueza, cargos e participações em empresas e “relações jurídicas ou económicas”  de pessoas com mais de 750 mil euros de rendimento, mais de cinco milhões de património ou manifestações de fortuna que demonstrem estes valores e identificou mais 868 cidadãos que agora vão ser acompanhados pela Unidade de Grandes Contribuintes (UGC). A notícia é avançada pelo Público, que adianta que os inspetores cruzaram informação com dados que já dispunham para aumentar a lista a acompanhar de pessoas com grandes fortunas para mais de 1600 contribuintes.

Estas 868 pessoas identificadas acrescem ao número dos 758 contribuintes já identificados. 390 dos principais casos agora identificados são marido ou mulher de novos contribuintes agora identificados e 181 são de pessoas que já constavam na lista da UGC.

Deste grupo de 868, 188 pessoas têm um rendimento superior a 750 mil euros entre 2015 e 2017 e 55 milhões de euros de património, conclusão a que os inspetores chegaram depois de cruzarem a informação com bases em dados internos da Autoridade Tributária e outras fontes de informação externa. A valorização de participações em empresas e as transferências realizadas para contas em paraísos fiscais foram também tidas em conta para a atualização desta lista da UGC.

Ao todo, houve 64 novos contribuintes identificados pela notoriedade e manifestações de fortuna, 55 com património acima de cinco milhões de euros e cinco com transferências para offshores acima de cinco milhões e euros. Em relação ao 64 contribuintes identificados pela manifestação de fortuna, o fisco analisou a valorização de participações acionistas e cargos de órgãos sociais em grandes empresas que já eram acompanhadas pela UGC. Além disso, cruzou a informação com a base de dados internacional de conservatórias do registo comercial.

Estes novos contribuintes identificados passam apenas a constar da lista de cidadãos a acompanhar pela UGC após uma decisão da diretora da Autoridade Tributária e Aduaneira. Esta unidade das finanças fiscaliza também as maiores empresas em Portugal. Ao todo, este departamento acompanha 45% de toda a receita arrecadada pelo fisco.

Os 758 contribuintes já acompanhados devem 3,4 milhões de euros em impostos, averiguou também o mesmo jornal.