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A iniciativa Talent Talks do Colégio Sagrado Coração de Maria gerou polémica nas redes sociais depois de alguns temas em debate serem considerados polémicos, noticia o Diário de Notícias. “O país que acolhe refugiados deve respeitar a cultura dos estrangeiros ou impor a sua, uma vez que o Estado lhe paga os subsídios?”; “Os votos dos eleitores devem valer todos o mesmo ou quem paga mais impostos deveria ter um voto com maior peso eleitoral”; “Será que nascemos geneticamente gays ou é algo que resulta de uma conjuntura externa?” foram algumas das perguntas que estavam no post do Facebook de apresentação dos debates e que mais chocaram os utilizadores das redes sociais. É o exemplo do filósofo português Pedro Schacht.

Entretanto, o post na página do Facebook do colégio de Lisboa foi apagado e as perguntas vão ser reformuladas, depois do aviso da mãe de um aluno. A instituição garante que o objetivo era apenas apresentar temas atuais “de uma forma o mais provocatória possível” para que os alunos se envolvessem na iniciativa.

O coordenador do ensino secundário no colégio, Paulo Campino, conta que a ideia partiu da Associação de Estudantes e que nunca pensou que a mesma gerasse tanta polémica. Os debates iam decorrer nos dias 1, 2 e 3 de abril. “A nossa história fala por si e é de respeito e tolerância pelos outros. A nossa ingenuidade foi centrar na capacidade de argumentação e confronto de ideias. Admito que esta possa não ter sido a melhor forma, mas a intenção era provocar o debate e refletir. E isso não é evangelizar, refletir não quer dizer que somos a favor ou contra uma coisa”, afirmou o coordenador do colégio católico.

A iniciativa dos debates vai prosseguir, mas com ajustes na apresentação dos temas. Paulo Campino esclarece os motivos pelos quais algumas das perguntas foram feitas. A pergunta dos refugiados deve-se ao facto de Portugal “estar na linha da frente no respeito e acolhimento das pessoas e na sua integração”. O tema do voto leva-nos às eleições do Sporting, já que alguns alunos perguntaram porque é que Bruno de Carvalho foi derrotado mesmo tendo mais votos. No que toca à pergunta sobre se os homossexuais nascem, de facto, gays ou são influenciados pela sociedade, o professor admite que é preciso reformular o tema para “a vivência da sexualidade, integrada e humanizada, no respeito pelo que cada um é”. Neste ponto, Paulo Campino relembra o respeito pela tradição católica e sublinha os ensinamentos do Papa Francisco.

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Os debates começaram por ser pensados apenas para os alunos da escola, mas agora “estão disponíveis para receber quem quiser assistir” por terem originado “um série de equívocos”.