Juventus

Não há duas sem três: sem Ronaldo, Juventus vence com golo de Moise Kean

Aconteceu em janeiro, aconteceu no início do mês, voltou a acontecer este sábado. Moise Kean segurou as pontas na ausência de Ronaldo e garantiu a vitória da Juventus frente ao Empoli.

O avançado de 19 anos marcou dois golos ao serviço da seleção italiana

AFP/Getty Images

Sem Cristiano Ronaldo, ausente devido a lesão, a Juventus recebia o Empoli e Massimiliano Allegri abraçava os 16 pontos de vantagem em relação ao Nápoles e fazia descansar Bonucci, deixando perceber que a preocupação com a ausência do avançado português, pelo menos no que às competições internas diz respeito, era claramente ligeira. João Cancelo era titular na direita da defesa, Rugani ocupava o lugar vago ao lado de Chiellini e Dybala, à partida, formaria dupla atacante com Mandzukic. O problema surgiu quando o internacional argentino se lesionou durante o aquecimento e teve de ser substituído por Bernardeschi. Tudo somado, a Juventus ia começar um jogo sem Ronaldo, Bonucci e Dybala. Mas os 15 pontos de fosso davam espaço para uma compreensível tranquilidade em Turim.

Contra um Empoli que está atualmente a um ponto da zona de despromoção da Serie A, a Juventus realizou uma primeira parte sem qualquer energia ou vontade de chegar ao golo, como se estivesse a ser obrigada a jogar. Na verdade, e tal como Pep Guardiola explicou há uns anos quando ainda era treinador do Bayern Munique, Allegri atravessa neste momento um período de dificuldade na motivação do plantel da vecchia signora que, de forma explícita, tem noção de que será campeã italiana e já não quer desgastar-se de sobre maneira quando para a semana tem já a primeira mão dos oitavos da Liga dos Campeões contra o Ajax.

Na ida para o intervalo, os adeptos da Juventus pediam a entrada do jovem que passou a semana nas capas dos jornais italianos: Moise Kean, que marcou dois golos ao serviço da seleção italiana durante a pausa para os compromissos internacionais e já deixou perceber que está num nível de forma acima da média, só entrou na segunda parte para render Matuidi e acelerar um encontro que estava sem cafeína e a rumar a passos largos para o empate sem golos. O avançado de 19 anos, que brilhou nas duas ocasiões em que foi opção e Cristiano Ronaldo estava ausente (contra o Bolonha, para a Taça, e contra a Udinese), voltou a ter oportunidade de esticar a camisola, apontar para o nome que carrega nas costas e dançar, como já habituou as bancadas do Allianz Arena.

Moise Kean entrou aos 69 minutos, marcou aos 72. O jovem avançado aproveitou um passe de cabeça de Mandzukic e atirou de primeira e de fora de área para o primeiro da Juventus e o quarto da conta pessoal ao serviço da equipa principal dos bianconeri. A Juve ganhou, vai manter ou alargar a vantagem mais do que confortável para o Nápoles e Moise Kean mostra cada vez mais que não é necessária grande preocupação quando Ronaldo não está, quando Dybala não está ou quando Mandzukic não está. Afinal, tal como o miúdo italiano que perdeu a final do Europeu sub-19 para Jota e Trincão mostra sempre que marca um golo, ele está ali. Em três remates enquadrados na Serie A, marcou três golos.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mfernandes@observador.pt
Crónica

Amorfo da mãe /premium

José Diogo Quintela

O Governo deve também permitir que, no dia seguinte ao trauma que é abandonar a criança no cárcere escolar, o progenitor vá trabalhar acompanhado pelo seu próprio progenitor. Caso precise de colinho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)