Os taxistas portugueses vão lançar uma app de mobilidade que vai concorrer diretamente com a MyTaxi e plataformas como a Uber, Bolt ou Kapten. A Izzi Move vai ser lançada pela Associação Nacional de Transporte Rodoviário em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) na terça-feira, num evento que vai contar com a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade José Mendes, avançou o Dinheiro Vivo. Ao Observador, Florêncio Almeida, presidente da ANTRAL, acrescentou que além da nova aplicação a associação também vai divulga “uma linha de vestuário própria facultativa” para os taxistas utilizarem.

Contamos ter uma amostra de uma fábrica de vestuário da nossa linha. Uma empresa de grande envergadura a fazer fardamento. Vai ser facultativa e estar ao critério de cada motorista de táxi”, disse Florêncio Almeida.

Ao todo, foram investidos cerca de 400 mil euros na Izzi Move e Florêncio Almeida afirma que, para já, vai funcionar em 26 concelhos, como “Lisboa, Barreiro, Évora ou Castelo Branco”. Este capital foi investido pela associação e em parceira com “dez rádio táxis” que querem fazer parte deste projeto. Os motoristas de táxi que já trabalhem com a MyTaxi vão poder trabalhar em simultâneo com a Izzy Move, garantiu o responsável da associação.

Para já, a forma como esta aplicação funciona é muito semelhante ao feito pela Uber ou pela MyTaxi. O cliente pode chamar um táxi através da app para os sistemas operativos móveis iOS, o da Apple, e Android, o da Google, e vai poder avaliar a viagem e saber a estimativa de preço antes de iniciar a viagem. Além de poder pagar dentro da aplicação, à semelhança das aplicações concorrentes, é possível pagar também em dinheiro no final da viagem. Mais explicações sobre as funcionalidades foram deixadas para terça-feira, mas Florêncio Almeida afirma que vão ser “espetaculares” e “melhor do que a MyTaxi”.

Quanto à proposta de vestuário para os motoristas de táxis que a ANTRAL vai também apresentar, Florêncio Almeida está “convencido que “muitos motoristas de táxi vão aderir”. Inicialmente foi  pensado que esta peça de vestuário — que o responsável “não quer chamar de farda — seria gratuita, “mas como o que é dado não é valorizado”, vai ter um valor “muito barato”. Florêncio Almeida espera já esta terça-feira ter uma “amostra” para apresentar.

“Acho que compete ao governo ajudar neste projeto de modernização do setor”, diz ainda o responsável desta associação de táxis. Para já, dos 400 mil euros, nenhum é do montante prometido para modernizar o setor, mas no entender deste representante de motoristas de táxis “o governo tem o dever de ajudar”.

A ANTRAL afirma que está a trabalhar há cinco anos na digitalização do setor e há dois anos na construção desta aplicação. A app vai ser uma versão evoluída do serviço Táxi Digital, lançado em 2013.