Comida

Depois da Bloomberg, pastéis de nata em destaque no The New York Times: “Têm de provar”

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A história de Joey Batista e da mãe, "a formidável cozinheira" do Joey Bats Cafe está em destaque no The New York Times e não se faz apenas de doces: também há rissóis e pão com chouriço.

Joey contratou uma empresa para produzir e congelar rapidamente os pastéis, que depois só precisam de estar 10 minutos no forno para serem consumidos

CLEMENS BILAN/EPA

Primeiro foi a Bloomberg, agora foi o The New York Times. A história do pastel de nata “definitivamente português” de Joey Batista e da mãe, “a formidável cozinheira” Isabel Fernandes, resume-se mais ou menos assim: a mãe é a comida, ele é o negócio e o pastel que vende quente a quem passa pelo Joey Bats Café, em Nova Iorque, “é filho do amor entre um crème brûlée e um croissant”. Para a publicação americana não há dúvidas: os leitores “têm de provar este pastel”.

O lusodescendente de 39 anos conta ao jornalista da publicação norte-americana que faz naquela rua de Lower East Side o mesmo que se faz em Lisboa: quando o pastel de nata sai para o prato do cliente vai pulverizado com canela e açúcar em pó. “Nem sequer lhes pergunto se querem. Ponho. Tal como fazem em Lisboa”, diz “Bats”, que começou a vender o doce português em 2016, como complemento ao trabalho que tinha na área das venda, e que hoje já chega a vários locais no EUA e no Canadá.

A receita tem o olho e a mão da mãe, que já fazia as sobremesas vendidas no restaurante do irmão em Ludlow, Massachusetts. Quando a procura pelos pastéis de nata cresceu, Joey Batista despediu-se e abriu o Joey Bats Cafe, em julho do ano passado, à qual se seguiu um outro café em Ludlow, gerido pela irmã mais nova.

Agora, além de pastéis de nata, o café português vende bolo de bolacha — “o equivalente português do tiramisù” –, rissóis de camarão, bolinhos de bacalhau e se os clientes tiverem sorte também é possível encontrar por lá pudin flan com caramelo ou pão com chouriço.

Em breve, pode ser mais fácil ter o doce português em casa dos norte-americanos. Joey contratou uma empresa para produzir e congelar rapidamente os pastéis, que depois só precisam de estar 10 minutos no forno para serem consumidos. “Não é de doidos pensar que um dia isto pode ser como comprar massa de biscoito no supermercado”, disse o lusodescendente que gostava de ter um franchise do seu café no futuro.

A 15 de abril, foi a Bloomberg que pôs o pastel de nata em destaque: “Uma sobremesa improvável está a caminho de se tornar tão omnipresente quanto o croissant“. A agência analisou o crescimento dos típicos pastéis de nata portugueses e chegou à conclusão de que já não é só em Portugal que se come este bolo e apresentou o pastel de nata como um caso de sucesso internacional.

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