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“Memórias da Plantação” de Grada Kilomba é editado em maio em Portugal

A edição portuguesa de "Plantation Memories. Episodes of Everyday Racism", uma compilação de episódios quotidianos de racismo, da artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba, chega às livrarias.

Manuel Almeida/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A edição portuguesa da obra “Plantation Memories. Episodes of Everyday Racism”, uma compilação de episódios quotidianos de racismo, da artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba, chega às livrarias portuguesas a 22 de maio, sendo apresentado uns dias antes em Lisboa.

“Memórias da Plantação. Episódios de racismo quotidiano”, publicado originalmente em 2008 na Alemanha, onde a escritora, psicóloga, teórica e artista interdisciplinar Grada Kilomba vive, é apresentado a 17 de maio na Hangar, em Lisboa, com a presença da autora, ficando nesse dia disponível para encomendas no ‘site’ da Orfeu Negro, e chegando às livrarias uns dias depois, a 22 de maio, disse à Lusa fonte da editora.

O livro é uma “compilação de episódios quotidianos de racismo, escritos sob a forma de pequenas histórias psicanalíticas”.

“Das políticas de espaço e exclusão às políticas do corpo e do cabelo, passando pelos insultos raciais, Grada Kilomba desmonta, de modo acutilante, a normalidade do racismo, expondo a violência e o trauma de se ser colocada/o como Outra/o”, descreve a editora, salientando que “Memórias da Plantação” “tornou-se uma importante contribuição para o discurso académico internacional”.

Em julho, Grada Kilomba vai marcar presença na 17.ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que decorre de 10 a 14 naquela cidade brasileira, para lançar “Plantation Memories. Episodes of Everyday Racism” numa edição da Editora Cobogó, com o título “Memórias da Plantação: Episódios do racismo cotidiano”.

Nascida em Lisboa, com raízes em São Tomé e Príncipe e Angola, Grada Kilomba tem vindo a pesquisar as ideias de género, raça, trauma e memória, no âmbito das problemáticas atuais sobre o colonialismo e pós-colonialismo, no início do século XXI.

O trabalho da artista tem vindo a ser exibido em diversos contextos internacionais como a 10.ª Bienal de Arte Contemporânea de Berlim, a Documenta 14, em Kassel, a 32.ª Bienal de São Paulo, a Art Basel, o Museu Bozar, em Bruxelas, o Maxim Gorki Theater, entre outros.

Em 2017, apresentou em Portugal a performance “Illusions”, no Museu de Serralves, no Porto, e inaugurou duas exposições em Lisboa: “The Most Beautiful Language”, nas Galerias Municipais, e “Secrets To Tell”, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.

Grada Kilomba estudou Psicologia Clínica e Psicanálise, no Instituto de Psicologia Aplicada (ISPA), trabalhou com pessoas traumatizadas pela guerra de Angola e Moçambique, iniciou vários projetos artísticos e terapêuticos sobre trauma e memória, bem como sobre o trabalho do autor de “Os Condenados da Terra”, Frantz Fanon.

Em 2008, Grada Kilomba recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Heinrich Böll para a sua tese de doutoramento, que completou nesse ano na Universidade Livre de Berlim.

A partir de 2010, lecionou estudos pós-coloniais, psicanálise e o trabalho de Frantz Fanon em várias universidades, incluindo a Universidade Livre de Berlim, a Universidade de Bielefeld e a Universidade de Gana, em Acra, e, mais recentemente, foi professora de Estudos de Género e Estudos Pós-coloniais na Universidade Humboldt, em Berlim, onde desenvolveu investigação na área das diásporas africanas.

A autora tornou-se conhecida precisamente com a obra “Memórias da Plantação”.

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