É bem-vindo o esforço a que o legislador está a obrigar a indústria automóvel, especialmente a europeia, a cortar nas emissões de CO2, gás que não sendo poluente – é o que seres humanos expiram – é responsável pelo efeito estufa, ou seja, pelas grandes alterações climáticas. Mas há muito mais para fazer para conter este problema, além de “apertar” com os meios de transporte. E os prédios podem ter uma palavra a dizer, maior do que se poderia pensar.

Nova Iorque foi a primeira grande cidade a aprovar uma lei destinada a resolver este problema e se bem que o actual Presidente norte-americano não seja particularmente sensível aos problemas ambientais, o mesmo não acontece com o presidente da câmara nova-iorquina, Bil de Blasio.

Suportado em estudos que apontam para os edifícios serem responsáveis pela emissão de 70% dos gases com efeito estufa na sua cidade, de Blasio aprovou a lei que determina um corte de 40% destes até 2030 – uma redução superior à imposta aos automóveis –, valor que evolui para 80% até 2050. A lei será específica para os prédios de maiores dimensões, ou seja, com áreas superiores a 2.300 metros quadrados, o que em Manhattan é tarefa fácil.

Há várias formas de os prédios prejudicarem o ambiente, mas todas elas passam pelo excesso de consumo de energia, seja para ventilar, aquecer ou fazer andar os seus múltiplos elevadores. E há duas hipóteses para resolver a questão, sendo que o ideal é recorrer a uma conjugação de ambas. Por um lado, assegurando que os edifícios geram parte da electricidade de que necessitam e, por outro, garantindo que consomem menos a arrefecer – ou aquecer, consoante as estações do ano – as habitações e escritórios.

Esta lei, que já é apelidada como a mais ambiciosa do mundo, aponta para uma redução imediata de 26% nas emissões, independentemente dos cortes já mencionados para dentro de 11 e 31 anos. Já aprovada pelo conselho, falta apenas Bill de Blasio assinar, o que não deverá ser um problema pela forma como o mayor a apoia.

Têm agora a palavra os proprietários, promotores e construtores, com a certeza que uma das soluções que vai ser analisada passa pelo revestimento dos edifícios, dado que há materiais e tintas no mercado que absorvem a poluição atmosférica, realizando um serviço melhor do que milhares de árvores.