Bloco de Esquerda

“Leva lá o Bolsonaro para ao pé do Salazar”. Cântico do Bloco de Esquerda envolto em críticas

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No desfile do 25 de abril, algumas figuras do BE foram filmadas a pedir "a Santo António" para levar "Bolsonaro para ao pé do Salazar". "Referência é simbólica", explica o partido.

Mariana Mortágua animou o grupo do Bloco de Esquerda ao longo de todo o desfile do 25 de abril. JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

“Ó meu rico Santo António! Ó meu Santo Popular! Leva lá o Bolsonaro para ao pé do Salazar“. Este cântico foi entoado na quinta-feira pelo grupo do Bloco de Esquerda que desfilou na Avenida da Liberdade, em Lisboa, para assinalar o 25 de abril de 1974. De megafone em punho, a deputada Mariana Mortágua ia coordenando a festa dos bloquistas. Na linha da frente do grupo, a segurar as faixas que anunciavam a presença do partido, estavam figuras de relevo do BE, como a deputada Joana Mortágua, a líder Catarina Martins ou a eurodeputada Marisa Matias, que iam repetindo as palavras de Mariana Mortágua.

O momento foi captado em vídeo e divulgado nas redes sociais ainda na noite de quinta-feira e rapidamente gerou críticas dos internautas, que acusaram o Bloco de Esquerda de estar a pedir a morte do Presidente do Brasil. Inicialmente foi o próprio partido, através do Twitter do Esquerda.net, que partilhou o vídeo, para momentos mais tarde o retirar. Mas a internet não esqueceu e o vídeo voltou a ser publicado quer no Youtube quer no Twitter, por diversos blogs.

O caso foi ganhando pujança e o ex-dirigente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes, através da sua conta de Twitter, chegou mesmo a reagir, classificando o momento como “um claro sinal de extremismo“.  “O dia da Liberdade não se celebra assim”, declarou ainda.

No entanto, o momento registado no vídeo não foi o único em que o cântico foi entoado. O Observador acompanhou o desfile do Bloco de Esquerda e testemunhou que, por diversas vezes, Mariana Mortágua foi apelando a que se repetisse o cântico, com resposta imediata das principais figuras do partido que desciam a avenida lisboeta.

Foram várias as vezes, e em momentos alternados, que o grupo do BE entoou o polémico cântico, tendo sido mesmo um dos mais repetidos ao longo de todo o desfile.

Em declarações ao Observador, uma fonte oficial do Bloco de Esquerda explica que “a referência é evidentemente simbólica: Bolsonaro e as suas políticas contra os direitos humanos devem passar ao passado”. Sobre o facto de o vídeo ter sido apagado das redes do partido, a mesma fonte esclarece que, “no momento em que o vídeo começou a ser pretexto para animar as redes da extrema-direita, foi apagado”.

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