Segurança

Estudo diz que cintos traseiros são perigosos

178

A protecção de quem ocupa os lugares dianteiros tem aumentado, mas quem se senta atrás tem sido esquecido. Estudo revela que, em muitos casos, é pior estar atrás do que à frente num embate frontal.

A segurança dos condutores e seus acompanhantes é, há dezenas de anos, uma preocupação de alguns construtores. O legislador acordou mais tarde para o problema, com a União Europeia (UE) a introduzir a “obrigatoriedade do uso do cinto de segurança em todos os lugares que o possuam” apenas a partir de Maio de 2006. Mesmo assim, esta medida é controlada pelas autoridades quase exclusivamente nos assentos dianteiros, em vez dos traseiros.

A obrigatoriedade do uso do cinto fez maravilhas à redução da sinistralidade nos acidentes rodoviários, na altura a segunda maior causa de morte de acordo com a UE, depois do excesso de velocidade, mas diante do álcool ao volante. E os sistemas de protecção de quem ocupa os lugares da frente não pararam de evoluir, com a introdução dos airbags (a necessidade de receber cinco estrelas na pontuação do Euro NCAP, hoje um importante argumento comercial, tem dado um forte contributo), dos pré-tensores (para evitar o excesso de folga no cinto) e dos limitadores de esforço (para que não seja o esterno e o pescoço a suportarem toda a violência da desaceleração). Contudo, todo este esforço para o incremento de eficácia dos cintos de segurança concentrou-se, sobretudo, nos bancos dianteiros, com os posteriores a terem sido parcialmente esquecidos, não usufruindo dos mesmos avanços tecnológicos.

Um estudo agora revelado pelo Instituto de Seguros para a Segurança em Auto-estrada americano (IIHS, na sigla em inglês) concluiu que os ocupantes dos bancos da frente estão mais bem protegidos do que os que vão sentados atrás durante um embate frontal, seja ele total ou desfasado. Analisando os dados relativos a acidentes ocorridos em 117 embates, o IIHS provou que um número surpreendentemente elevado de ocupantes do banco traseiro faleceu ou ficou gravemente ferido, enquanto nada aconteceu a quem estava sentado à frente. Para estes especialistas em segurança, a explicação prende-se com a falta de desenvolvimento dos cintos posteriores.

Se esta é a situação americana, apesar de muitos veículos que se comercializam do outro lado do Atlântico serem similares aos que estão à venda na Europa, também por cá há um standard para os sistemas de retenção frontais e outro, menos sofisticado, para os traseiros. Basta percorrer a lista de equipamento dos sistemas de segurança para nos apercebermos que apenas os automóveis mais recentes e mais caros montam na traseira os pré-tensores e limitadores de esforço que há muito se aplicam à frente. É bom ter presente que se os cintos são responsáveis por salvar vidas, aos airbags deve-se a ausência de lesões mais graves, especialmente ao nível do pescoço. Ora, airbags é coisa que não existe no banco traseiro, onde apenas há os de cortina, destinados a proteger sobretudo em caso de embate lateral.

Quando o Euro NCAP começar a insistir mais na avaliação dos danos provocados nos adultos que se sentam atrás – hoje a sua dedicação está muito mais nas crianças –, certamente presenciaremos um avanço mais evidente na protecção de quem se senta nos lugares traseiros.

Comparador de carros novos

Compare até quatro, de entre todos os carros disponíveis no mercado, lado a lado.

Comparador de carros novosExperimentar agora

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)