Ambiente

Há um milhão de espécies ameaçadas de extinção, revela estudo das Nações Unidas

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Relatório divulgado esta segunda-feira pelas Nações Unidas diz que a "perda é um resultado direto da atividade humana e constitui uma ameaça direta ao bem-estar humano em todas as regiões do mundo".

Trata-se do primeiro relatório intergovernamental feito sobre o estado global da natureza e dos ecossistemas

Getty Images

Um milhão de espécies animais e vegetais estão sob ameaça de extinção nas próximas décadas, conclui um estudo realizado pela agência ambiental das Nações Unidas (IPBES) e cujas conclusões foram reveladas esta segunda-feira.

“O número de extinções de espécies está a aumentar”, lê-se no sumário do estudo, que assinala que é o maior número de espécies ameaçadas de extinção em toda a história.

O estudo, feito por 145 autores em 50 países ao longo dos últimos três anos, “avalia as mudanças ao longo das últimas cinco décadas” e é o primeiro relatório intergovernamental feito sobre o estado global da natureza e dos ecossistemas.

“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependem está a deteriorar-se mais rapidamente do que nunca. Estamos a erodir as próprias fundações das nossas economias, meios de subsistência, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”, explicou o presidente da IPBES, Robert Watson, citado no comunicado.

O relatório mostra que cerca de um milhão de espécies animais e vegetais estão hoje ameaçadas de extinção, muitas dentro de décadas, mais do que nunca na história humana”, lê-se no sumário.

Mais de 40% das espécies anfíbias, um terço dos corais e mais de um terço dos mamíferos marítimos estão sob ameaça de extinção. E o estudo identifica a ação humana enquanto causa direta desta degradação dos ecossistemas.

“Os ecossistemas, as espécies, as populações selvagens, variedades locais e espécies de animais e vegetais domesticados estão a diminuir, a deteriorar-se ou a desaparecer. A rede da vida na Terra, essencial e interconectada, está a tornar-se mais pequena e cada vez mais desgastada. Esta perda é um resultado direto da atividade humana e constitui uma ameaça direta ao bem-estar humano em todas as regiões do mundo”, explica o investigador Josef Settele, um dos responsáveis pelo estudo.

O estudo revela ainda alguns números que permitem uma leitura detalhada do estado atual do mundo animal e vegetal:

  • Até ao momento, 75% do ambiente terrestre e 66% do ambiente marinho já foi “gravemente alterado” pela ação humana;
  • Existem atualmente cerca de 8 milhões de espécies animais e vegetais na Terra, incluindo 5,5 milhões de espécies de insetos;
  • 290 milhões de hectares de floresta nativa desapareceram entre 1990 e 2015 devido a limpezas e a recolhas de madeira;
  • Desde 1992, as áreas urbanas em todo o mundo cresceram mais de 100%, ou seja, mais do que duplicaram;
  • 300 a 400 milhões de toneladas de metais pesados, lixo tóxico e outros resíduos são despejados todos os anos nas massas de água.
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