Argentina

Cristina Kirchner é candidata a vice-Presidente da Argentina

A ex-Presidente e atual senadora Cristina Kirchner anunciou no Twitter que é candidata nas eleições de outubro — mas apenas à vice-presidência. Número um da lista é Alberto Fernández.

Cristina Kirchner foi Presidente entre 2007 e 2015 e é senadora desde 2017

AFP/Getty Images

São duas notícias numa só: Cristina Kirchner afinal não é candidata à presidências nas eleições de outubro e novembro de 2019; mas afinal vai ser candidata à vice-presidência.

O anúncio foi feito pela própria, num vídeo de 12 minutos publicado na sua página de Twitter. É nele que Cristina Kirchner afasta os rumores de que ia concorrer para derrotar o atual Presidente, Mauricio Macri, como número um. Afinal, seguirá nos boletins de voto como número dois de Alberto Fernández, ex-chefe de gabinete de Néstor Kirchner, marido de Cristina Kirchner, que foi Presidente entre 2003 e 2007, até a mulher o ter sucedido no cargo.

Cristina Kirchner é senadora desde dezembro de 2017.

“Pedi a Alberto Fernández que encabeçasse a fórmula que vamos integrar juntos, ele como candidato a Presidente e eu como candidata a vice, para participarmos nas próximas eleições”, diz Cristina Kirchner no vídeo. “Estou convencida de que esta é a fórmula que melhor expressa o que a Argentina precisa neste momento para convocar os mais variados setores sociais, políticos e económicos, também. Não só para ganhar umas eleições, mas também para governar.”

No mesmo vídeo, Cristina defende-se dizendo que “não se trata de voltar ao passado nem repetir o que fizemos de 2003 a 2015”, em alusão aos anos que o seu marido e ela governaram, após serem eleitos pelas listas do Partido Justicialista. “Para além de acertos, críticas ou erros, temos orgulho. Mas o mundo mudou e nós também.”

Esta notícia surge um dia depois de o Supremo Tribunal ter ditado que o início do julgamento de Cristina Kirchner num caso onde é acusada de de ser chefe de uma associação criminosa irá começar a 21 de maio.

O início do julgamento chegou a estar marcado para 24 de fevereiro, mas acabou por ser suspenso por problemas de saúde, que mais tarde levaram à morte, do presidente do tribunal. Desde então, a justiça argentina debateu como e quando Cristina Kirchner devia ser julgada — resumidamente a dúvida era se cada um dos casos em que é acusada devia ser julgado em separado ou todos no mesmo julgamento. Esta sexta-feira, no final, decidiu-se que as audiências vão começar na próxima quarta-feira.

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