O novo presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, anunciou esta segunda-feira a dissolução do Parlamento, durante o discurso de investidura, antecipando as eleições legislativas.

“Eu dissolvo o Parlamento”, declarou o novo chefe de Estado perante os deputados e representantes das delegações internacionais reunidos no hemiciclo.

O Parlamento ucraniano é maioritariamente hostil ao novo Presidente, que provoca eleições legislativas antecipadas apesar de algumas incertezas jurídicas sobre a realização da votação que já estava agendada para o mês de outubro.

A decisão foi tomada no dia em que tomou posse, um discurso em que Zelenzky adiantou que a sua “primeira prioridade” é conseguir um cessar-fogo em Donbas, na zona leste do país — e diz estar disposto a tomar “decisões difíceis” para conseguir esse objetivo. “Estou disposto a perder a minha popularidade e, se for preciso, o meu cargo” para conseguir esse objetivo.

“Nós não começámos esta guerra, mas vamos ter de ser nós a terminá-la”, afirmou o novo presidente ucraniano, dizendo-se “pronto para o diálogo” e “convencido de que a abertura deste diálogo assegurará o regresso de todos os prisioneiros ucranianos”.

O confronto com separatistas russos na fronteira leste, que dura há cinco anos, já terá levado à morte de 13 mil pessoas.