Fórmula 1

Quem é Birgit Wetzinger, a mulher que deu mais dez anos de vida a Niki Lauda?

1.510

O antigo piloto de F1 e a hospedeira namoravam há oito meses quando Niki Lauda teve um problema renal. Birgit, 30 anos mais nova, ofereceu-se para lhe doar um rim — e deu-lhe mais 10 anos de vida.

Birgit Wetzinger e Niki Lauda casaram-se em 2008 e tiveram dois filhos gémeos um ano depois

AFP/Getty Images

A história foi contada pelo próprio Niki Lauda ao jornalista desportivo Graham Bensinger. A hospedeira Birgit Wetzinger, de 26 anos, e o ex-piloto de Fórmula 1, de 56, namoravam há apenas oito meses quando Niki Lauda teve um problema renal grave. Foi então que, inesperadamente, Birgit se ofereceu para um transplante, caso fosse elegível. Foi o início marcante de uma história de amor que duraria até esta terça-feira, data da morte do piloto de 70 anos. Mas, pelo meio, a austríaca Birgit concedeu mais dez anos de vida ao antigo piloto através do seu gesto.

O homem das pistas, que já tinha sido submetido a um transplante de rim em 1997, não queria inicialmente aceitar a oferta, como recordou nessa entrevista dada em 2017.

Perguntei ao meu filho Lucas se podia fazer o teste para doar um rim, mas o dele não dava. Foi então que a Birgit disse que faria o teste e eu perguntei-lhe ‘Porque é que farias isso?’. ‘Porque quero’, respondeu ela. Eu disse: ‘Nem penses em doar o teu rim, eu estou doente e só te conheço há oito meses. Nunca faria isso'”, começou por dizer-lhe Niki Lauda.

Birgit não ligou às objeções de Niki Lauda e fez o teste. O resultado foi claro: o rim era compatível e a austríaca não hesitou em doá-lo. “Durante três meses, ela passou-me sempre a mesma ideia: ‘Faço isto porque te amo’. Nunca ficou assustada nem fez perguntas, a abordagem dela era simplesmente ‘Vou fazê-lo'”, recordou o antigo piloto, que trabalhava como colaborador da Mercedes à data da sua morte.

A operação correu bem e o transplante foi um sucesso. Lauda, que na sequência do falhanço do seu primeiro casamento tinha feito a promessa de nunca mais voltar a casar, mudou de ideias. Três anos depois do transplante, o casal deu o nó. “Casei-me com ela não por causa da doação do rim, mas porque ela era a mulher certa para casar”, garantiu o ex-piloto. Um ano depois, chegaram os filhos: dois gémeos, Max e Mia, que puderam ainda conviver com o pai ao longo dos dez anos seguintes, graças ao gesto de Birgit.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cbruno@observador.pt
Crónica

Amorfo da mãe /premium

José Diogo Quintela

O Governo deve também permitir que, no dia seguinte ao trauma que é abandonar a criança no cárcere escolar, o progenitor vá trabalhar acompanhado pelo seu próprio progenitor. Caso precise de colinho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)