Loures

Médicos apelam à população de Loures para ir ao centro de saúde apenas em urgência

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Os centros de Saúde de Loures estão desde segunda-feira sem sistema informático com impossibilidade de registos, emitir receitas e requisitar meios complementares de diagnóstico.

Jorge Roque da Cunha adiantou ainda que o SIM também deu conhecimento da situação à Câmara Municipal de Loures

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

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  • Agência Lusa

O Sindicato Independente dos Médicos apelou esta quinta-feira à população de sete centros de saúde do concelho de Loures, que estão a ser afetados por uma avaria informática, para que se desloquem àquelas unidades apenas em caso de urgência.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, adiantou que os centros de Saúde de Sacavém, Camarate, São João da Talha, Moscavide, Santa Iria de Azoia, Unhos e Apelação, no concelho de Loures, distrito de Lisboa, estão desde as 11h00 de segunda-feira com uma avaria no sistema informático, com impossibilidade de registos, emitir receitas e requisitar meios complementares de diagnóstico.

Estamos a falar de uma população superior a 140 mil utentes que estão sem acesso ao sistema informático. Isto quer dizer que não é possível fazer o registo das consultas, que não é possível emitir meios complementares de diagnóstico e nem sequer a prescrição”, esclareceu.

Por isso, o SIM decidiu fazer um apelo à população para que recorra ao centro de saúde apenas em último caso.

“Quando os utentes chegarem ao centro de saúde, além do caos estabelecido, não é possível fazer a realização da consulta”, disse.

O secretário-geral do SIM indicou que “apenas estão a ser garantidas as urgências”, tendo sido adiadas as situações de rotina como meios complementares de diagnóstico, doenças crónicas ou consultas”.

Devido à situação, o SIM enviou uma mensagem de protesto ao Ministério da Saúde, à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) porque aparentemente a avaria terá a ver com estes e com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

“O nosso protesto vai no sentido de dizer basta. Isto porque os médicos, além da pressão que têm em termos de trabalho, não podem estar permanentemente sujeitos a este tipo de constrangimentos”, sublinhou.

Jorge Roque da Cunha disse à Lusa que, até ao momento, o sindicato ainda não recebeu qualquer tipo de feedback por parte das entidades.

“Estamos a falar de um investimento de cerca de 20 milhões de euros a menos desses Serviços Partilhados do Ministério da Saúde em sistemas informáticos e, por isso, além das cativações e diminuição do investimento é necessário resolver este problema”, frisou.

Jorge Roque da Cunha adiantou ainda que o SIM também deu conhecimento da situação à Câmara Municipal de Loures e apela ainda à Direção do ACES que informe a população e que esta proteste junto do poder político.

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