Rádio Observador

Coreia do Norte

Coreia do Norte terá executado enviados aos EUA depois de cimeira falhada com Trump

846

Enviado especial da Coreia do Norte aos EUA e outros funcionários terão sido executados. O líder da diplomacia e a intérprete que traduziu cimeira foram enviados para campo de trabalhos forçados.

A cimeira de Hanói foi o segundo encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump em menos de um ano

AFP/Getty Images

A Coreia do Norte terá executado o enviado especial norte-coreano aos Estados Unidos na sequência da cimeira falhada entre os líderes dos dois países no Vietname, de acordo com um jornal sul-coreano. Kim Hyok-chol foi o responsável pelas negociações que conduziram à cimeira de Hanói entre Donald Trump e Kim Jong-un, que acabou interrompida abruptamente sem acordo para a desnuclearização da península coreana.

A notícia foi dada pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo, um dos periódicos de maior tiragem do país, e difundida por vários meios de comunicação internacionais com correspondentes na Ásia. De acordo com a Reuters, o jornal alega que Kim Hyok-chol foi executado no aeroporto de Pyongyang juntamente com outros quatro funcionários do ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano.

O jornal cita uma fonte anónima norte-coreana, que explica que o responsável foi acusado de ser um espião ao serviço dos Estados Unidos, por não ter prestado informações completas sobre as negociações entre os dois países.

Já o líder da diplomacia norte-coreana da altura, Kim Yong-chol, terá sido enviado para um campo de trabalhos forçados junto à fronteira com a China, depois do falhanço da cimeira de Hanói. Kim Yong-chol já tinha sido demitido de um alto cargo no Partido dos Trabalhadores da Coreia — e vários membros do seu gabinete deixaram de ser vistos em público.

Também Sin Hye Yong, uma intérprete que foi responsável pelas traduções no encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump, terá sido detida num campo para prisioneiros políticos, juntamente com Kim Song Hye, que lidera o comité para a reunificação das Coreias e que tem sido responsável por diversos contactos do país a nível internacional.

Ainda de acordo com o mesmo jornal sul-coreano, a intérprete terá cometido erros de tradução durante o encontro com Trump que terão sido críticos para o desfecho da cimeira — nomeadamente ao falhar uma “oferta de última hora” que Kim Jong-un terá feito a Trump minutos antes de o presidente norte-americano ter abandonado a reunião.

A cimeira de Hanói, em fevereiro, foi o segundo encontro pessoal entre Kim Jong-un e Donald Trump em menos de um ano — depois de um primeiro em Singapura. Enquanto os EUA pretendem negociar a desnuclearização total da península coreana (algo a que Kim Jong-un não parece estar disposto), a Coreia do Norte quer o fim das sanções que isolam o país.

Porém, ao fim de dois dias de conversações no Vietname, Kim e Trump saíram sem chegar a acordo. “Tínhamos algumas opções mas decidimos não optar por nenhuma delas. Vamos ver até onde é que isto vai. Foram dois dias muito interessantes e produtivos. Mas às vezes temos de sair e hoje uma dessas vezes”, justificou, na altura, Donald Trump.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: jfgomes@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)