Rádio Observador

Organização Mundial de Saúde

Todos os dias há mais de 1 milhão de novos casos de doenças sexualmente transmissíveis

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Uma em cada 25 pessoas tem clamídia, gonorreia, tricomoníase ou sífilis. São registados anualmente 376 milhões de casos destas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

ANTONIO COTRIM/LUSA

Quatro doenças sexualmente transmissíveis – clamídia, gonorreia ou pior, sífilis – causam mais de um milhão de casos de infeções todos os dias em pessoas entre os 15 e os 49 anos, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esta quinta-feira. Uma em cada 25 pessoas tem pelo menos uma destas quatro doenças, relata ainda a OMS.

Todos os anos, há 376 milhões novos casos de infeção destas quatro doenças sexualmente transmissíveis (DST). “Estas infeções mostram que as pessoas estão a correr riscos com a saúde, com a sexualidade e com a saúde reprodutiva”, diz Melanie Taylor, médica epidemiologista da OMS e autora do relatório.

Os números representam casos e não indivíduos, explica a médica, uma vez que as pessoas podem ser infetadas com várias DST ou voltarem a ser infetadas no espaço de um ano com uma ou mais doenças.

Estas DST têm um impacto profundo na saúde de adultos e crianças em todo o mundo. Se não forem tratadas, podem levar a problemas crónicos de saúde graves que incluem doenças neurológicas e cardiovasculares, infertilidade, problemas na gravidez e no parto e aumento do risco de contração de SIDA”, informa a OMS.

A OMS salienta ainda que nos últimos sete anos não houve diminuição do número de casos de infeções de DST. 

Melanie Taylor aponta que estas infeções estão também associadas a vergonha e podem ainda levar a violência doméstica. Estas infeções são “uma epidemia escondida, uma epidemia silenciosa, uma epidemia perigosa, que persiste a nível mundial”, explica a médica.

As DST são transmitidas durante um ato sexual desprotegido. Algumas – clamídia, gonorreia e sífilis – podem ser também transmitidas durante a gravidez ou durante o parto. A sífilis pode também ser transmitida através do consumo de drogas via injeção ou contacto com sangue.

Todas as infeções abordadas no estudo têm tratamento através de “medicação disponível a nível mundial” mas a OMS enfatiza que a sua transmissão pode ser “prevenida através de práticas sexuais seguras, correto uso de preservativo e educação sexual e de saúde”.

A mesma fonte apela ainda a que pessoas sexualmente ativas e grávidas façam testes regulares para prevenção de infeções.

Na maioria dos casos da clamídia – entre 70 a 80% – os sintomas de infeção não são manifestados. A clamídia é geralmente detetada uma a três semanas após a exposição à bactéria causadora da doença. Nas mulheres, os sintomas mais comuns são o sangramento espontâneo durante a relação sexual, dor ao urinar e durante a relação sexual. Nos homens, os sintomas de infeção desta DST são ardor ao urinar, corrimento na uretra com presença de pus e dor nos testículos.

No caso da gonorreia, os sintomas podem também passar despercebidos numa fase inicial. Nos homens, a gonorreia manifesta-se através de ardor ao urinar, secreção de pus pela uretra e dor/inchaço num dos testículos. Nas mulheres, os sintomas desta infeção são o aumento do corrimento vaginal, dor e ardor ao urinar, sangramento fora do ciclo menstrual, dores abdominais e pélvicas.

A gonorreia pode ainda manifestar-se noutras partes do corpo. Pode dar-se secreção ou sangramento no anus, dor nos olhos, infeções na garganta e ainda inchaço nas articulações.

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