Os primeiros túneis imaginados pela Boring Company, uma das empresas menos conhecidas de Elon Musk, eram muito interessantes tecnologicamente, mas igualmente mais complexos e caros. E, como o objectivo é vendê-los às cidades que têm mais problemas com o trânsito, demasiado dispendiosos. Daí que a empresa especializada em escavar buracos tenha apresentado uma solução mais em conta, mas funcional. E no túnel que possui em Los Angeles, com apenas 1,6 km de comprimento com início junto à SpaceX (outra empresa de Musk), a Boring – que de boring (chata) não tem nada – continua a fazer evoluir o seu conceito.

Há umas semanas, a primeira versão funcional do túnel experimental foi finalmente revelada, mas ainda em bruto, com o solo cheio de irregularidades, o que dava origem a uma viagem algo irregular. Agora a Boring já revestiu o túnel com asfalto, pelo que convidou uma série de VIP (deduzimos que autarcas e outros decisores), para lhes apresentar o que é capaz de fazer, bem como o ganho que consegue, quando a circular no subsolo, em relação às ruas e avenidas à superfície.

A primeira versão dos túneis exigiam veículos com sistemas de rodas-guia para manter os veículos afastados das paredes. Musk concluiu depois que os Tesla conseguiriam desempenhar a mesma função apenas com o Autopilot

Aproveitando um Model 3 equipado com Autopilot, a Boring mostrou como um veículo pode abandonar o centro de uma cidade a 145 km/h, para a seguir provar que é possível elevar um pouco mais a fasquia apesar da reduzida largura do túnel, atingindo 187 km/h.

O objectivo da Boring é que cada veículo, equipado com um sistema inteligente sem condutor – que de momento apenas a Tesla, a Waymo e a Uber parecem ser capazes de oferecer –, seja capaz de utilizar os túneis. Para os peões, a companhia vai propor uma frota de Tesla para transportar exclusivamente passageiros, de uma forma mais rápida do que em autocarros.