O partido de direita grego Nova Democracia venceu as eleições na Grécia com maioria absoluta e confirmam a derrota retumbante que as sondagens à boca da urna previram para a esquerda de Alexis Tsipras, o primeiro-ministro cessante. Dos 300 lugares no Parlamento grego, a Nova Democracia de Kyriakos Mitsotakis já conquistou 158 lugares com 86% dos votos contados. O Syriza fica-se, até agora, pelos 86 lugares no Parlamento.

Segundo a Reuters, que cita uma fonte da campanha de Kyriakos Mitsotakis, o atual primeiro-ministro grego telefonou ao líder da Nova Democracia para o congratular pela vitória nas eleições legislativas assim que as projeções começaram a ser conhecidas. Essas projeções indicavam que a direita de Mitsotakis iria conquistar entre 155 e 167 lugares no Parlamento — algo que se está a verificar à medida que os resultados oficiais vão sendo atualizados.

Nas primeiras declarações pública após serem conhecidos os resultados finais da eleição, Kyriakos Mitsotakis prometeu ser um presidente de todos os gregos: “Somos poucos demais para sermos divididos”. Disse também que iria sublinhar a “transparência” e “meritocracia” para que a Grécia tenha “uma voz fortalecida na Europa”: “A sociedade enviou uma mensagem clara a favor do crescimento, da criação de postos de trabalho e da segurança”.

Na origem da mudança de direção política na Grécia “está a economia”, considerou o analista Theodore Couloumbis em entrevista à Reuters: “Nos últimos quatro anos e meio as pessoas não viram qualquer melhoria. Pelo contrário, houve cortes nos salários e nas pensões”. Para Anna Michelle Asimakopoulou, uma eurodeputada da Nova Democracia, “a Grécia deu sinais à Europa que é tempo de colocar o populismo atrás das costas”.