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Segurança

Sintra. Cinco estações de comboio vão ter videovigilância. Investimento é de 3 milhões de euros

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Anúncio acontece depois dos confrontos que envolveram 100 pessoas, na estação de Queluz de Baixo, no sábado. Quatro pessoas ficaram feridas, uma delas um agente da PSP.

ANDY RAIN/EPA

A Câmara de Sintra vai investir cerca de três milhões de euros na instalação de câmaras de videovigilância em cinco estações de comboio, anunciou nesta segunda-feira o presidente da autarquia, Basílio Horta (PS).

“Vamos começar a iniciar o processo de instalação de câmaras de videovigilância. Começamos em cinco estações ferroviárias. São Queluz-Belas, Monte Abraão, Massamá-Barcarena, Agualva-Cacém e Rio de Mouro. Estas cinco estações vão abranger cerca de 160 mil pessoas”, avançou o autarca, em declarações à agência Lusa.

Mas não quer dizer que à medida que nós façamos a análise do sistema de segurança em Sintra, não tenhamos necessidade de videovigilância noutras freguesias, fundamentalmente nas zonas urbanas”, acrescentou o presidente da Câmara Municipal de Sintra, no distrito de Lisboa.

Basílio Horta afirmou que o prazo de concretização destas medidas é até 2021, adiantando, no entanto, estimar que as primeiras câmaras possam ser instaladas ainda este ano.

O investimento é da Câmara de Sintra, mas o sistema será gerido pela PSP, que controlará as imagens captadas, sem som, 24 horas por dia.

As câmaras vão captar imagens “num raio de cerca de um quilómetro”, abrangendo, por isso, ruas e não somente o interior das estações ferroviárias.

O presidente da autarquia informou também que convocou uma reunião extraordinária do conselho municipal de segurança restrito, tendo convidado a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, no dia 18 de julho, no sentido de “ver o que há, o que é que falta e como é que a câmara, em conjunto com o Governo, pode colmatar lacunas que eventualmente se venham a verificar”.

Basílio Horta anunciou ainda “a doação de 12 veículos automóveis à PSP e à GNR”, num investimento camarário de cerca de 76 mil euros.

O autarca lembrou que “aconteceu uma situação grave em Queluz” e defendeu que o município tem “que ver bem porque é que se verificou aquele problema de Queluz”, qual “é a situação nas escolas” e “como é que está a ocorrer a integração dos migrantes”, adiantando que não irá segregar migrantes e locais.

No sábado à noite, confrontos entre grupos rivais na estação ferroviária de Queluz provocaram ferimentos de arma branca em dois homens e numa mulher, e num elemento da PSP, atingido por uma garrafa, disse à Lusa fonte policial.

Segundo a PSP, na “desordem” entre dos grupos rivais, na qual foram utilizadas “facas”, registaram-se quatro feridos, incluindo um agente da PSP, tendo todos sido transportados para o Hospital Amadora-Sintra. De acordo com a fonte, nenhuma das vítimas apresentava ferimentos graves.

O alerta para os confrontos, que envolveram cerca de 100 pessoas, foi transmitido à PSP às 23h29, via 112, através de um telefonema de um cidadão a reportar atos de violência naquele local.

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