Rádio Observador

Hóquei em Patins

Hóquei. “Se todos tivermos a consistência e serenidade de Girão, seremos melhores”, diz Marcelo

127

Presidente da República elogia "consistência" e "serenidade" do guarda-redes que levou a seleção nacional de hóquei em patins ao título mundial. Campeões foram condecorados por Marcelo.

Portugal sagrou-se campeão mundial de hóquei em patins no domingo

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Presidente da República apontou esta terça-feira a conquista do mundial de hóquei em patins como um incentivo para se vencer desafios na justiça, saúde ou educação e defendeu que Portugal precisa da serenidade do guarda-redes Ângelo Girão.

“Se todos tivermos essa consistência e essa serenidade, todos os dias, todas as semanas, todos os meses, todos os anos, Portugal será uma pátria ainda melhor, muito melhor, para bem de todos os portugueses”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, exclamando: “Viva Portugal”.

O chefe de Estado deixou esta mensagem mais política no final da sua intervenção na cerimónia de condecoração dos jogadores e do corpo técnico da seleção nacional de hóquei em patins campeã do mundo, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa.

“A vossa vitória é um símbolo do que nós, portugueses, podemos ser quando somos excelentes, quando somos os melhores dos melhores. E faz-nos acreditar mais em nós próprios, para vencermos outros campeonatos”, disse o Presidente da República, que tinha junto a si o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo.

Dirigindo-se à equipa, alinhada à sua direita, Marcelo Rebelo de Sousa completou: “Para vencermos os campeonatos do desenvolvimento, da justiça, da luta contra a pobreza, contra as desigualdades, os campeonatos permanentemente disputados dia a dia, na educação, na saúde, na solidariedade social”.

Nesta parte final do seu discurso, o chefe de Estado considerou que “o povo português vibrou” com esta vitória no hóquei em patins, rejeitando a ideia de “os êxitos desportivos são menores do que os outros sucessos, que servem para distrair consciências ou alienar os cidadãos”.

No entanto, salientou que os problemas do país persistem: “Claro que a vossa a vitória, de facto histórica, não apaga os nossos problemas, os nossos desafios, os nossos insucessos em tantos domínios”.

E também “não pode nem deve apagar ou minimizar outras vitórias, muitas delas anónimas, de portugueses cá dentro e lá fora, também no desporto, no trabalho, na educação, na saúde, na ciência, nas artes, na economia, no serviço social”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa saudou todos os elementos da equipa, “em nome de todos os portugueses, e sobretudo dos mais esquecidos, dos mais excluídos, dos mais desiludidos, dos mais pobres”, mas enviou um “especial abraço” ao guarda-redes Ângelo Girão, que elogiou pela sua “serenidade coriácea” constante.

“Como nós gostaríamos de ter, como eu gostaria de ter, não é muitas vezes, como acontece na nossa vida, mas é sempre, a serenidade coriácea na defesa dos lances impossíveis”, declarou, enaltecendo a sua “consistência” na baliza: “Defender uma vez, duas vezes, cinco vezes, dez vezes é obra. Defender sempre é praticamente quase impossível”.

Portugal sagrou-se campeão mundial de hóquei em patins no domingo, em Barcelona, 16 anos depois da última conquista, vencendo a Argentina por 2-1 no desempate por grandes penalidades, após um nulo no final do encontro.

Gonçalo Alves e Hélder Nunes marcaram grandes penalidades para Portugal, enquanto pela Argentina apenas Nicolia conseguiu marcar.

A formação portuguesa conquistou o 16.º título mundial, menos um do que a recordista Espanha, reconquistando um título que lhe fugia desde 2003.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)