A saga começou com a Espanha, logo na jornada inaugural: Orellana marcou aos 33′, a Arménia saiu para o intervalo a perder pela margem mínima mas acabou por ser goleada por 4-1. Seguiu-se a partida com a Itália: Portanova fez o primeiro golo aos 29′, Merola aumentou aos 32′ e a formação anfitriã voltou a perder de forma pesada por 4-0. As dificuldades na entrada no encontro eram assumidas mas o primeiro golo ainda antes do descanso tinha funcionado como início de um resultado mais volumoso com a equipa com menos recursos do grupo. Também por isso, o primeiro golo de Portugal confirmou a tendência.

A Seleção começou ao ataque: Costinha teve um cruzamento mais chegado à baliza que Melkonyan desvioou com uma palmada para o segundo poste (3′); Tiago Rodrigues cabeceou perto do poste após centro de Tiago Tavares da esquerda (8′); Vítor Ferreira rematou por cima na área após mais uma grande jogada individual de Costinha pelo corredor direito (10′). O resultado continuava em branco mas a incapacidade da Arménia em sair em transições colocava o golo como uma mera questão de tempo, até pela forma paciente como Portugal construía jogo, explorava os três corredores e procurava as jogadas de entendimento fazendo os triângulos entre laterais, médios interiores e alas. E se na área as tentativas não resultavam, Félix Correia (17′) e Vítor Correia (24′) arriscaram também a meia distância, ambos sem sucesso. A pressão começava a adensar-se.

De bola parada, Fábio Vieira obrigou Melkonyan a defender para canto (28′), num lance onde os jogadores portugueses ficaram muito perto de desviar para a baliza. Não seria aí, surgiria pouco depois: Alaverdyan carregou de forma despropositada Fábio Vieira na área e Vítor Ferreira, chamado à conversão da grande penalidade, não perdoou, indo ainda buscar a bola à baliza para acelerar o recomeço da partida numa altura em que os golos poderiam ainda contar muito para chegar ao primeiro lugar do grupo A e evitar a França no cruzamento das meias-finais deste Campeonato da Europa Sub-19 (34′).

Celton Biai ainda teve uma rara intervenção antes do intervalo mas tudo jogava a favor de Portugal, que aproveitava ainda o 1-0 no Itália-Espanha que beneficiava também as contas nacionais. No entanto, os comandados de Filipe Ramos não queriam mesmo ficar dependentes de terceiros para definirem a sua posição no grupo, entrando de forma fortíssima e chegando ao 2-0 com um grande golo num remate em arco de João Mário (51′) antes de três oportunidades flagrantes nos oito minutos seguintes que não foram concretizadas por Félix Correia (52′), Tiago Rodrigues (54′) e João Mário (59′). Estava em ação a “teoria do ketchup“, com o mais complicado a ser o primeiro golo antes de começarem a jorrar chances atrás de chances para aumentar a vantagem.

A Espanha, a perder no outro jogo do grupo com a Itália por 1-0 com golo de Merola (36′), conseguiu dar a volta em menos de dez minutos, beneficiando de um autogolo de Gozzi Iweru (61′) e de uma grande penalidade apontada por Ruíz (68′), e começava a poder sonhar de novo com o primeiro lugar do grupo mas um bis de Tiago Gouveia, que entrara no decorrer da segunda parte, acabou por sentenciar em definitivo a vitória de Portugal (67′ e 88′), que conseguiu ainda garantir o primeiro lugar do grupo com sete pontos e 8-1 nos golos marcados e sofridos, podendo agora defrontar nas meias-finais a Noruega, a Rep. Irlanda ou a Rep. Checa, com a última jornada do grupo B a ter os jogos entre França e Noruega e a Rep. Checa e a Rep. Irlanda.