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CDS-PP quer licença de parentalidade de um ano e que possa abranger avós

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Medida vai ser incluída no programa eleitoral para as legislativas. Além do alargamento para 210 dias, o CDS-PP propõe que os avós possam "gozar uma parte da licença".

RUI MIGUEL PEDROSA/LUSA

A presidente do CDS-PP anunciou que o partido vai incluir no programa eleitoral para as legislativas uma proposta para que a licença de parentalidade seja alargada para um ano e que possa abranger também os avós.

Em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, Assunção Cristas lembrou que o partido propôs nesta legislatura “o alargamento da licença de parentalidade para 210 dias”, proposta que foi rejeitada.

Nós agora propomos passar para um ano. É o que acontece nos países nórdicos, isso é o que acontece nos países com melhores índices de fecundidade, e por isso entendemos que deve ser um ano, obviamente uma parte inicial para mãe, o resto com flexibilidade entre pai e mãe”, explicou.

Questionado sobre o pagamento durante esse período, Assunção remeteu para mais tarde.

“Isso depois veremos. A nossa ideia pode não ser os 100% mas que seja próximo — 80 ou 90%, com incentivos para poder ser repartido entre o pai e a mãe, eu acho que isso é um aspeto positivo”, declarou.

A proposta dos centristas vai trazer também “uma novidade” mas “que o CDS defende há muito tempo” e que passa por alargar aos avós a possibilidade de também poderem “gozar uma parte da licença”, a “partir de dada altura”.

Na ótica da presidente do CDS-PP, esta medida trará uma “grande vantagem para as crianças, até do ponto de vista da saúde” e “flexibilidade para que as famílias se possam organizar”.

Apontando que existe em Portugal “uma grande dificuldade de creches”, Cristas advogou que “se uma criança poder ficar um ano em casa, está certamente mais protegida”.

Nesta entrevista, a presidente dos centristas falou também sobre os últimos quatro anos e apontou que “a oposição é muito desgastante e é muito dura” e, por isso, “há momentos mais altos e momentos mais baixos, há momentos melhores e momentos piores”.

Notando que os centristas “muitas vezes” ficaram “sozinhos a fazer oposição”, Cristas salientou que “isso desgasta, como é evidente”.

Se não fosse o CDS, este Governo era o único que ficaria para a história democrática sem uma moção de censura. Todos os anos fomos nós que liderámos, se quiserem, essa alternativa de visão com a questão dos impostos, alterações climáticas, competitividade das empresas, demografia, saúde”, assinalou, indicando que estas são propostas que vão fazer parte do programa eleitoral.

Sobre as próximas eleições, a líder vincou que “este é o momento para explicar às pessoas” porque “faz sentido votarem no CDS”.

Falando sobre a proposta do líder da Aliança, Pedro Santana Lopes, para conversarem e tentar travar o avanço da esquerda, Cristas salientou que “o CDS sabe que está sempre disponível para conversar com toda a gente”.

“Do lado do CDS sempre houve toda a disponibilidade para conversar e convergir. Agora também lhe vou dizer não sinto grande abertura, ou não senti nenhum sinal da parte do maior partido para se poder ter alguma solução pré-eleitoral”, apontou.

A líder do CDS-PP defendeu também que o PSD é o partido com o qual os centristas se podem “entender” pois não têm “outra alternativa de parceiro”, e o “país precisa de uma alternativa clara”.

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