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Greve

Várias dezenas de enfermeiros protestam frente à ARS Algarve no 2.º dia de greve

O representante criticou o facto de os enfermeiros dos centros de saúde do Algarve estarem a ser "discriminados face a outras instituições que estão a proceder ao correto descongelamento".

Segundo os protestantes, o 2.º dia de greve teve 70% de adesão

LUÍS FORRA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Várias dezenas de enfermeiros pediram esta sexta-feira melhores condições de trabalho frente à Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, em Faro, no segundo dia de greve destes profissionais dos centros de saúde da região, disse fonte sindical.

O coordenador do Algarve do Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP), Nuno Manjua, fez um “balanço positivo” da paralisação de dois dias dos enfermeiros dos centros de saúde algarvios e revelou que a greve teve esta sexta-feira, no seu segundo dia, “uma adesão de cerca de 70%”.

No primeiro dia de greve, na quinta-feira, a adesão variou entre os 50% e os 100%, mas o dia desta sexta-feira ficou marcado pela concentração de protesto organizada pela estrutura sindical junto à ARS do Algarve, em Faro, que juntou “entre 60 e 100” enfermeiros que trabalham nos centros de saúde da região, cifrou a mesma fonte.

“Pelos dados recolhidos nas quase totalidade dos centros de saúde temos cerca de 70% de adesão e estão aqui concentrados várias dezenas de enfermeiros, entre 60 e 100, com bandeiras e faixas com as nossas reivindicações”, afirmou Nuno Manjua, frisando que “a principal reivindicação tem a ver com o descongelamento da progressão das carreiras”.

Nuno Manjua criticou a falta de diálogo da ARS Algarve com o sindicato, lamentando que a Administração Regional de Saúde tenha “dito publicamente que continua disponível para dialogar com o SEP”, sem avançar para conversações.

“A ARS não fez qualquer contacto desde o pré-aviso de greve apresentado no início do mês, nem desde ontem [quinta-feira, primeiro dia de greve], apesar dos apelos que têm vindo a ser feitos nesse sentido, o que nos leva a pensar que não estão disponíveis para continuar o diálogo”, considerou.

O representante criticou ainda o facto de os enfermeiros dos centros de saúde do Algarve estarem a ser “discriminados face a outras instituições que estão a proceder ao correto descongelamento das carreiras” e de a ARS “não assumir responsabilidade por ter perdido processos de avaliação de enfermeiros”.

Nuno Manjua qualificou a perda de processos de avaliação como um problema “gravíssimo” e frisou que esta situação “está a prejudicar esses profissionais”.

A greve está a provocar “limitações ao nível dos cuidados de enfermagem, de tratamentos, das consultas, da vacinação, da vacinação internacional e dos cuidados domiciliários”, segundo Nuno Manjua.

O coordenador do SEP no Algarve responsabilizou a ARS do Algarve “por todo e qualquer constrangimento” que possa surgir para os utentes e turistas da região durante a paralisação de dois dias, que foi convocada para reivindicar a contratação de mais profissionais e a resolução de questões relativas às condições de trabalho, nomeadamente a progressão na carreira.

A ARS revelou na quarta-feira que o número de enfermeiros nos cuidados de saúde primários algarvios subiu de 394, em 2015, para 443, em junho de 2019, mas o SEP defende a contratação de mais 150 enfermeiros para os centros de saúde algarvios.

“Continuam a faltar enfermeiros a uma região com carência crónica. É a região de saúde do país com menor número de enfermeiros, quer em efetivos, quer em percentagem”, sustentou Nuno Manjua.

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