O até agora diretor dos recursos humanos da Ryanair, Eddie Wilson, assume a presidência executiva da Ryanair a partir de 1 de setembro, substituindo Michael O’Leary, que se mantém à frente da Ryanair Holdings, a detentora da companhia aérea.

Numa nota interna enviada aos trabalhadores da operadora ‘low-cost’, a que a Efe teve acesso, O’Leary anunciou que o seu substituto irá assumir o cargo “imediatamente”, embora esteja programado um “processo de transição” de três meses.

O’Leary desejou a Wilson, que entrou na Ryanair em 1997, “êxito” no novo cargo, numa altura em que a empresa enfrenta “tempos muito difíceis”.

O até agora presidente da Ryanair citou ainda a saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’), prevista para 31 de outubro, assim como os atrasos na entrega dos Boeing MAX como dois dos desafios com os quais o seu substituto terá de lidar.

Sublinhou que a Ryanair viu-se obrigada a fechar ou redimensionar algumas bases para “acomodar o facto” de ter menos 30 aviões do que o previsto este inverno e “provavelmente o mesmo número, ou mais, no próximo verão”.

Na semana passada, a Ryanair anunciou que irá encerrar em 8 de janeiro de 2020 as suas bases nos aeroportos espanhóis da Gran Canária, Sul do Tenerife, Lanzarote e Gernoa, e que irá despedir coletivamente 512 pessoas.