Por ano, cerca de 1.400 crianças são dadas como desaparecidas em Portugal. O número — que corresponde a quatro desaparecimentos por dia ou um a cada seis horas — é dado na edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias (JN), que consultou os dados da Polícia Judiciária (PJ) e traçou o retrato dos desaparecimentos de menores (link para assinantes).

A grande maioria dos casos são adolescentes que fogem por vontade própria, sobretudo de instituições. Foi o caso da maior parte dos cerca de 700 desaparecimentos registados já este ano, com os menores a serem encontrados geralmente poucas horas depois. “Regra geral, aparecem por vontade própria, mas em vários casos temos que os localizar”, explica ao jornal fonte da PJ.

A mesma fonte alerta para os períodos de férias escolares como sendo aqueles em que se registam mais desaparecimentos: “Como não há escola no verão, estão mais inclinados para sair com um amigo ou passar a noite em casa de familiares”.

Os casos relacionados com suspeitas de crime são geralmente transmitidos a outras brigadas mas, de acordo com a mesma fonte, não serão mais “uma dezena por ano”. A grande maioria são fugas voluntárias: foi o caso de uma adolescente de 15 anos em Portimão que desapareceu em março, sendo encontrada 15 dias pela PJ, ou de um casal de namorados de 17 anos em Felgueiras, que estiveram quatro dias desaparecidos.