A nova presidente do Conselho Consultivo do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA), Isilda Gomes, defendeu este domingo o avanço de um novo hospital central na região, projeto com quase duas décadas mas que nunca chegou a concretizar-se.

Em comunicado, a também presidente da Câmara de Portimão, escolhida pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) para representar os municípios naquele órgão consultivo, assume como “objetivo primordial” a construção de um hospital central e diz-se pronta para esse “combate”.

O projeto remonta a 2002, quando o então ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, constitui, entre outros, um grupo interdepartamental para o lançamento de parcerias público-privadas, nomeadamente, uma nova unidade hospitalar a instalar no Parque das Cidades, entre Faro e Loulé.

No ano seguinte, em 2003, é aprovado o terreno para a sua construção, em 2007 aprovado o perfil assistencial e o dimensionamento e, em 2008, o então primeiro-ministro, José Sócrates, chega mesmo a lançar a primeira pedra do hospital, que estaria pronto em 2013.

Isilda Gomes defende que o avanço de um hospital central “dotado de todas as valências” e que “evite as constantes viagens dos doentes para outros pontos do país”, alicerçado no reforço de agregação entre os seus três polos – Faro, Portimão e Lagos -, e a Universidade do Algarve.

Para a autarca, é preciso alterar o atual modelo de prestação de cuidados hospitalares no Algarve que, “ao longo dos últimos anos, tem vindo a degradar-se, apesar de todo os investimentos feitos” e a região tem que ser vista “numa ótica de colaboração entre os seus autarcas”.

Em relação ao hospital de Portimão, Isilda Gomes defende que este volte a ter uma administração própria, à semelhança do que acontecia antes da fusão, “com um reforço objetivo das valências que possui evitando desta forma também a saturação do hospital central a curto prazo”.

Já o atual hospital de Faro, deve estar vocacionado para a “prestação de cuidados a doentes com patologias mais leves e prolongadas”, disponibilizando “consultas de especialidades e exames complementares de diagnóstico e terapêutica, num modelo inovador”, defende.

“O novo hospital central constituir-se-ia seguramente como fator de qualidade de vida na região, de atratividade e competitividade territorial”, conclui.