Edna Caldas tem 36 anos e contou à edição deste sábado do Record tudo sobre os tempos em que trabalhava no McDonald’s e dava hambúrgueres a um imberbe e esfomeado Cristiano Ronaldo, na altura jogador da formação do Sporting. É a segunda mulher a dar a cara como uma das três raparigas que trabalhavam no McDonald’s de que o jogador da Juventus falou na entrevista que deu a Piers Morgan e que foi transmitida esta terça-feira à noite na ITV.

“Quando era miúdo, com uns 12 anos, não tínhamos dinheiro. E vivíamos juntamente com outros jovens jogadores provenientes de outras zonas do País. Era um período complicado, sem a minha família por perto. Às 22h e tal ou às 23h, tínhamos fome e havia um McDonald’s por perto. Pedíamos os hambúrgueres que sobravam e uma senhora chamada Edna, mais outras duas raparigas, davam aquilo que sobrava. Espero que esta entrevista ajude a encontrá-las porque queria convidá-las para jantar comigo, em Turim ou em Lisboa. Quero poder devolver aquilo que fizeram por mim. Nunca me esqueci desse momento”, revelou o avançado português, de 34 anos.

Depois de na quinta-feira a Renascença ter revelado ao mundo Paula Leça, uma das “duas raparigas” sem nome, eis que o Record dá a conhecer a “senhora chamada Edna”. Chama-se Edna Carina Emanuel Caldas e nasceu a 2 de setembro de 1983 — apenas um ano e cinco meses antes de Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, nascido no Funchal a 5 de fevereiro de 1985.

Ao jornal desportivo, Edna Caldas revelou que foi o pai quem lhe ligou, na passada quarta-feira, às 10h00, a dar conta da entrevista da véspera: “Filha, o Cristiano anda à tua procura!”

Diz que ficou incrédula: “Simplesmente não acreditava naquilo que os meus pais me estavam a dizer. Fico contente e só prova o quanto ele é humilde. Não sou ninguém para se lembrar de mim”. Depois, contou como, coincidentemente, até tinha estado a falar dos tempos em que servia Cristiano Ronaldo e restantes miúdos do Sporting, na noite anterior: “Ainda no dia anterior à entrevista dele estive no McDonald’s a jantar com uma amiga e vi a Sónia, a responsável na altura. Contei a história do Ronaldo a essa minha amiga e depois veio o resto. Tem sido uma loucura.”

Ao jornal desportivo, Edna Caldas, cuja profissão atual não é revelada mas que, de acordo com a informação que partilha no Facebook, trabalhou em tempos no conhecido Passerelle Striptease Bar, em Lisboa, e na empresa de festas Red Room Sessions, falou não só de CR7, mas dos outros jogadores das camadas jovens do Sporting que o acompanhavam nas incursões noturnas ao McDonald’s mais próximo: “Recordo-me perfeitamente do Fábio Ferreira, que era muito divertido e bem-disposto. E o Yannick Djaló tinha um carrapito no cimo da cabeça, embora não fosse tantas vezes.”

Também confidenciou que chegou a travar “uma amizade” com o jogador cinco vezes Bola de Ouro: “Cheguei a ir beber café com ele ao Maracanã. Até houve uma vez que um amigo dele da Madeira, acho que era Marco, esteve connosco lá. Depois viveu na Quinta do Lambert e eu ia a um café que era o Bar da Liga. Ele tinha umas bermudas brancas e umas sandálias pretas, meio cruzadas.”

Sobre a diferença de idades entre ela e o madeirense, que pelo menos legalmente impossibilitaria o seu posto de trabalho no McDonald’s  — se Cristiano Ronaldo tinha 11 ou 12 anos, Edna teria 12, 13 ou, no máximo, 14 —, esclareceu que tudo não terá passado de um lapso do próprio jogador: “Provavelmente tinha mais dois ou três anos do que os 11 ou 12 que referiu na entrevista.”

Já sobre a descrição de CR7, que se lhe referiu como “uma senhora”, Edna Caldas não terá sido questionada (ou não respondeu).

Vários internautas, pouco convencidos da veracidade da história, descobriram a conta da mulher nas redes sociais e passaram diretamente ao insulto: “Pelo que vi hoje começa-te bem cedo ..aos 13 anos já andavas no Mcdonalds a servir hambúrgueres ao Cristiano Ronaldo Ahahahah nao tens mesmo noção do ridículo.. 36 anos e vais pós jornais dizer que a Edna que ele fala és tu ahahahha entao vocês só tem 1 ano de diferença. Burra”.