Em 2012/13, o Sporting teve quatro treinadores: começou a temporada com Ricardo Sá Pinto, Oceano passou como interino, Vercauteren foi a solução até janeiro e Jesualdo Ferreira terminou a época. Em 2012/13, o Sporting terminou a Primeira Liga na sétima posição, a pior classificação de sempre do clube. Em 2012/13, o Sporting esteve cinco jogos seguidos sem ganhar, sofreu três derrotas consecutivas e acabou por passar por um período eleitoral em março que culminou na chegada de Bruno de Carvalho à liderança dos leões.

Passaram seis anos. E a memória dessa temporada, há seis anos, é uma das mais dolorosas para os adeptos do Sporting. Seis anos depois, em 2019/20, os leões vão ter em Silas o terceiro treinador da época. Seis anos depois, em 2019/20, os leões estão há cinco jogos seguidos sem ganhar. Seis anos depois, em 2019/20, os leões sofreram três derrotas consecutivas. Mais: nos últimos 90 anos, desde que existe futebol organizado em Portugal, nunca o Sporting perdeu três vezes seguidas em casa (Rio Ave, Famalicão e novamente Rio Ave) e nunca o Sporting teve uma percentagem de derrotas tão elevada nos nove primeiros jogos de uma época, neste que é já o pior arranque da história do clube.

Ao perder pela segunda vez consecutiva com o Rio Ave em Alvalade, algo que nunca tinha acontecido, os leões somaram mais um deslize em casa, já que só ganharam uma vez no próprio recinto em quatro jogos. Na flash interview, Leonel Pontes defendeu que a equipa merecia vencer o Rio Ave, naquele que deverá ter sido o último encontro do Sporting com o antigo treinador dos Sub-23 no comando técnico da equipa principal. “Fizemos tudo para ganhar o jogo, tivemos sete oportunidades e dominámos o jogo mas o adversário teve um nível de eficácia muito elevado. Não concretizar faz com que a ansiedade venha ao de cima. Mas não merecíamos perder. Esta onda negativa que tem vindo a crescer não tem sido positiva para a equipa”, explicou Leonel Pontes.

“Hoje [quinta-feira] merecíamos ganhar pelas ocasiões mas não conseguimos, o adversário foi mais eficaz num encontro com muito anti-jogo”, acrescentou o técnico interino, que considerou ainda que o próprio futuro não deve ser discutido “em praça pública”. Já Luís Neto, que foi titular contra o Rio Ave ao lado de Tiago Ilori, defendeu que este foi “um resultado típico da fase” que o clube está a atravessar e que “noutra altura” a equipa teria conseguido vencer. “É incrível o que tem vindo a acontecer (…) Esta fase não é fácil para ninguém, porém os jogadores são os primeiros a querer dar a volta. Queríamos por nós, por aquilo que vivemos no treino, vejo vontade de toda a gente em dar a volta. Hoje não foi possível. Parece um cliché se disser que vamos levantar a cabeça. Não há muito mais a fazer do que esperar pelo próximo jogo para enfrentar as dificuldades de frente”, concluiu o internacional português.