“O meu nome é Miguel Pinto Luz e sou o vosso candidato à liderança do PSD”. É assim que termina o vídeo com cerca de um minuto, através do qual o vice-presidente da câmara de Cascais anunciou a candidatura à presidência do PSD. Nessa mensagem aos militantes, Miguel Pinto Luz considera que as próximas eleições internas no PSD são “uma oportunidade para o reencontro com as verdadeiras aspirações dos portugueses” e acredita que poder liderar “um projeto político capaz de ser alternativa ao projeto socialista que asfixia os sonhos dos portugueses”.

Quando fala com “reencontro” com as aspirações dos portugueses e em criar uma “alternativa” ao PS, Pinto Luz quer marcar a diferença para o atual líder, que vê no Partido Socialista um parceiro para eventuais reformas futuras. Na mesma linha, o autarca lembrou que Rui Rio perdeu as legislativas, embora também tenha chamado a si o peso dessa derrota: “No PSD sabemos quando perdemos e, no dia 6, perdemos todos.”

Pinto Luz acredita que, com nas próximas diretas, pode “renascer um PSD com a ambição de liderar um novo projeto de mudança para a sociedade portuguesa”. Quanto ao timing, Pinto Luz diz que “não é tempo para taticismos”. E acrescenta: “Não podemos esperar mais 4 anos. Eu por mim direi presente. Direi que o futuro diz presente”.

Miguel Pinto Luz deverá ter o apoio do presidente da distrital de Lisboa caso Ângelo Pereira — que integrou a sua comissão política distrital quando foi presidente — seja eleito. O autarca conta já com o apoio do antigo secretário-geral de Pedro Passos Coelho, José Matos Rosa, do presidente da sua autarquia e uma espécie de mentor, Carlos Carreiras, com o apoio do presidente da câmara de Santarém Ricardo Gonçalves. Embora nunca tenha formalizado o apoio, Miguel Relvas é apontado como um dos impulsionadores da candidatura de Pinto Luz e foi dos primeiros a colocar o nome do antigo líder da distrital de Lisboa como hipótese para a liderança do PSD.