O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, garantiu esta quinta-feira que 50 empresas solicitaram o estabelecimento de negócios em São Tomé e Príncipe, devendo o seu Governo assinar contratos, até dezembro, com pelo menos uma dezena delas.

“Nós já recebemos acima de 50 empresas e temos que fazer um esforço no sentido de pelo menos uma dezena delas se instalarem porque, de facto, precisamos de fazer crescer a economia, recuar o desemprego, sobretudo o desemprego jovem”, disse Jorge Bom Jesus esta quinta-feira, no final de uma visita à Agência de Promoção do Comércio e Investimento (APCI).

Entre estas 50 empresas, o primeiro-ministro destacou propostas de investimentos nas áreas do porto, aeroporto, turismo, transformação de matérias-primas, designadamente de produtos agrícolas, e banca offshore.

Nós temos neste momento várias propostas na calha, precisamos de maior aceleração e maior articulação entre os setores” são-tomenses, disse o chefe do executivo são-tomense.

O primeiro-ministro referia-se à necessidade de aligeirar os processos, justificando que o país precisa de arrecadar receitas através dos impostos. “O Estado não está em muito bom estado e por isso mesmo precisamos de alterar o paradigma. A presença do setor privado precisa de ser cada vez mais notória, para podermos sair desse marasmo da pobreza, de subdesenvolvimento”, defendeu o governante.

O chefe do executivo garantiu que “os ingredientes” para essas empresas se instalarem existem e que é preciso “imitar as boas práticas”, como as estão a ser seguidas por alguns países africanos como o Gana, Etiópia e Angola, “que estão nessa senda de privatizações para encorajar o setor privado”.

Jorge Bom Jesus considerou a APCI como “fundamental, sobretudo na perspetiva de relançamento do setor privado, do tecido privado nacional, mas mais do que isso, na atração do investimento direto estrangeiro”.

Na primeira semana de julho, pelo menos 350 participantes participaram no primeiro Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, realizado na capital são-tomense.

Segundo o diretor da Agência de Promoção, Comércio e Investimento, Rafael Branco, a grande maioria era proveniente da China Popular, mas houve também empresários portugueses, angolanos, moçambicanos e timorenses.