Mais de 60 médicos de diferentes nacionalidades escreveram uma carta aberta ao secretário de Estado britânico para os assuntos internos defendendo a transferência de Julian Assange da prisão de Belmarsh, no sul de Londres, para um hospital universitário devido ao seu estado de saúde. Na opinião dos especialistas, a saúde do fundador da Wikileaks é tão frágil que Assange poderá morrer.

“Escrevemos esta carta aberta, enquanto médicos, para expressar as nossas sérias preocupações em relação à saúde mental e física de Julian Assange”, declararam os especialistas, que basearam as suas conclusões nos relatos de Nils Melzer, relator especial da ONU sobre tortura e tratamentos cruéis, das audições de Assange de 21 de outubro e 1 de novembro, em Londres, no Reino Unido.

Na opinião dos mais de 60 médicos, oriundos de países como Estados Unidos da América, Itália, Alemanha ou Sri Lanka, Assange “precisa de avaliação médica urgente do seu estado físico e metal” e “qualquer tratamento médico indicado deve ser administrado num hospital universitário adequadamente equipado e com uma equipa especializada”. Estes temem que o fundador da Wikileaks não seja capaz de passar pelo processo de extradição pedido pelos Estados Unidos da América. Este está marcado para 25 de fevereiro. Até lá, continuará detido em Inglaterra por existir risco de fuga.

“Se uma avaliação e tratamento tão urgentes não aconteceram, temos preocupações sérias, baseadas nas evidências atualmente disponíveis, de que o sr. Assange possa morrer na prisão. A situação médica é, assim, urgente. Não há tempo a perder”, afirmaram os médicos, citados pela France-Presse.