A Renault apresentou no Salão de Bruxelas os seus primeiros dois híbridos da gama e revelou algumas das características que ainda faltam conhecer destes modelos, que visam uma considerável redução do consumo, o que é bom para os clientes, bem como das emissões, o que contribui para uma melhor qualidade do ar no planeta. Os novos Clio híbrido e Captur híbrido plug-in (PHEV) visam não só reduzir as emissões médias de dióxido de carbono (CO2) da marca, como assumir-se como uma alternativa electrificada a quem busca um veículo com motor a gasolina capaz de proporcionar uma economia similar à de uma unidade a gasóleo.

A nova tecnologia de motores de combustão electrificados da marca francesa, denominada E-Tech, associa um motor principal a gasolina (um 1.6 atmosférico com ciclo Atkinson) com cerca de 90 cv a um motor eléctrico com cerca de 70 cv, no Captur e 50 cv no Clio. Para fazer tudo isto funcionar na perfeição, a Renault desenvolveu uma inovadora caixa com três velocidades mecânicas e duas eléctricas que, alega o fabricante, consegue ser rápida sem possuir embraiagem (porque esta absorve potência e eleva os consumos) e não acusa deslizamento, evitando as subidas de rotação sem corresponder a um incremento da velocidade. A caixa conta ainda com um segundo motor eléctrico, menos potente, que garante que não há problemas com o sincronismo.

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Para desenvolver a caixa e toda a solução E-Tech, a Renault contou com a colaboração de técnicos da Renault Sport que desenvolvem os motores e transmissões dos F1, também eles a usar um motor a gasolina (mas sobrealimentado) e dois eléctricos. A grande diferença entre o Clio híbrido e o Captur PHEV está na capacidade da bateria, com 1,2 kWh e 9,8 kWh, respectivamente, o que explica que o Clio percorra cerca de 5 km (a até 75 km/h) em modo eléctrico (arranca sempre nestas condições devido à caixa não possuir embraiagem), enquanto o Captur anuncia 50 km em modo eléctrico (em que pode circular até 135 km/h), com este valor a subir para 65 km em meio urbano.

Com a possibilidade de funcionar 80% do tempo em modo eléctrico em cidade, é nestas condições que o Clio E-Tech maximiza a redução do consumo, anunciando menos 40%. Em termos de consumos e emissões, enquanto um Clio equipado com o motor 1.3 TCE de 130 cv anuncia um consumo médio de 5,7 litros e 130g de CO2 (em WLTP), o Clio E-Tech de 140 cv deverá ficar abaixo dos 100g de CO2, sempre em WLTP, valor que baixará dos 90g em WLTP correlacionado NEDC, o formato que conta para a determinação do valor médio das emissões da gama.

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O Captur E-Tech PHEV, além de mais potente, vai também mais longe na economia de combustível e redução das emissões. De acordo com a Renault, esta versão do SUV do segmento B, que tal como o Clio recorre à plataforma CMF-B, deverá anunciar cerca de 1,5 litros/100km, a que corresponde 32 g de CO2/km. Tanto o Clio E-Tech como o Captur E-Tech Hybrid Plug-in estão previstos chegar ao nosso país entre o final de Maio e o início de Junho, desconhecendo-se ainda os valores pelos quais vão ser comercializados.