São já seis os presidentes de câmaras municipais, todos PS, que optaram por não subscrever a Declaração do Rivoli, uma proposta do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, a enviar ao primeiro-ministro, que pede que se adie a data limite para os municípios aceitarem as competências transferidas pelo Estado, previstas para 2021, e defende o regresso às negociações.

O movimento, (que ficou conhecido por por ter acontecido durante a conferência “Os Caminhos da Descentralização”, no Teatro Rivoli, no Porto) conta já com a assinatura de 28 autarcas mas, nos últimos dias, perdeu o apoio dos presidentes da câmara de Matosinhos, Gondomar, Caminha, Baião, Lousada e Lagoa. Todos os que fizeram declarações ao Jornal de Notícias negaram estar a recuar. Alguns admitiram ter dúvidas sobre o processo; outros garantiram nunca ter subscrito esta posição.

Ao jornal, fonte oficial da autarquia de Matosinhos, recusou qualquer “interferência partidária na decisão” de não assinar a declaração e preferiu salientar que foram “abertos canais de diálogo com o Governo que permitem encontrar soluções para os problemas”, pelo que “a declaração se torna desnecessária”.

No Facebook, o presidente da Câmara do Porto já reagiu e salientou que a”grande vantagem da independência é não ter que obedecer aos diretórios”.