Um homem ficou ferido ao início da madrugada de domingo, ao ser atingido por uma placa de pedra que se soltou do Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz, constatou a agência Lusa no local.

O incidente aconteceu após o final do concerto dos The Gift, cerca das 00:40 de domingo, no exterior do grande auditório, no primeiro andar do CAE, onde cerca de uma centena de espetadores aguardava por uma sessão de autógrafos da banda de Alcobaça.

A vítima estava junto ao varandim do primeiro andar, ao lado de uma coluna da estrutura do edifício, de onde se soltaram três placas quadradas do revestimento em pedra, uma das quais atingiu o homem na cabeça.

Outra parte do revestimento que se soltou atingiu o varandim, antes de cair, com estrondo, no piso térreo do edifício, cerca de 10 metros abaixo, sem, no entanto, provocar mais vítimas.

O homem, que apresentava um ferimento visível na cabeça com abundante perda de sangue e que, aparentemente, não chegou a perder a consciência, foi de imediato afastado da coluna e ajudado por outras pessoas que se encontravam no local.

A vítima acabou por ser assistida, primeiro, por elementos dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) e, uns minutos depois, por uma médica e enfermeira da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

As operações de socorro prolongaram-se por quase uma hora, com a vítima a ser imobilizada com recurso a um colar cervical e retirada do CAE, de maca, por uma rampa lateral de acesso à zona do palco da sala de espetáculos e dali transportada, de ambulância, para o hospital.

No local, para além dos meios dos BVFF e da VMER/INEM, esteve ainda a PSP, que tomou conta da ocorrência.

O CAE, a principal sala de espetáculos da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, foi projetado no mandato de Pedro Santana Lopes na autarquia (1998-2001), durante o qual começaram as obras.

Foi concluído no mandato seguinte, o primeiro de Duarte Silva (já falecido) e inaugurado pelo então Presidente da República Jorge Sampaio em junho de 2002, há quase 18 anos.