A expectativa era grande e os fãs mais devotos até já estariam a contar as semanas para assistir a “007: Sem Tempo Para Morrer”. O próximo filme da saga de espionagem centrada na personagem James Bond, realizado por Cary Joji Fukunaga, terá vários ingredientes que suscitam a curiosidade dos fãs: será o último com o ator Daniel Craig como protagonista e no papel de Bond, terá Rami Malek — que interpretou Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody” — como vilão e terá como canção principal um tema composto pela jovem revelação da pop Billie Eilish.

A expectativa mantém-se, mas esta quarta-feira surgiram más notícias para os aficionados da saga de espionagem: o filme “007: Sem Tempo Para Morrer” já não irá para as salas de cinema em abril, como inicialmente apontado, mas sim em novembro.

O adiamento da exibição do filme nos cinemas (por sete meses) deve-se ao surto do novo coronavírus, que já infetou mais de 90 mil pessoas e causou mais de três mil mortes em todo o mundo.

Este adiamento é válido também para Portugal: o filme chegará às salas de cinema nacionais também sete meses depois do inicialmente previsto, confirmou entretanto a distribuidora do filme, a NOS, em comunicado enviado aos jornalistas. Ainda não há data exata para a exibição do filme em território nacional, mas já é certo que só poderá ser visto a partir de novembro.

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A informação começou por ser avançada pelo site especializado Hollywood Reporter, que indicou que no Reino Unido o filme chegará agora às salas de cinema a 12 de novembro e nos Estados Unidos a 25 de novembro. Trata-se do primeiro filme blockbusterfranchisado e de grande dimensão — a alterar a sua data de exibição nos cinemas devido ao Covid-19.

No Reino Unido, a première estava agendada para 31 de março e a chegada às salas norte-americanas apontada para o dia 10 de abril.

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A informação do adiamento da exibição do filme no Reino Unido e nos Estados Unidos da América foi confirmada oficialmente pelas empresas MGM, Eon e Universal, envolvidos na produção do filme. Segundo o jornal inglês The Guardian, as três empresas emitiram um comunicado no qual explicam que a decisão foi tomada “depois de reflexão cuidada”.

Há muito que se especulava quanto ao possível adiamento ou não da exibição do filme, até pelo impacto negativo nas de bilheteira que se temia devido ao surto do novo coronavírus. O surto já levou, por exemplo, ao encerramento de salas de cinema em países como Itália, Coreia do Sul, China e Japão.

Nota – Artigo atualizado às 18h39 do dia 04/03/2020, com confirmação da extensão do adiamento da exibição do filme às salas de cinema em Portugal