O presidente do Governo dos Açores anunciou esta terça-feira que convidará os partidos e os parceiros sociais para integrarem o processo de “repensar” e “avaliar” as medidas a implementar na região ultrapassada a pandemia de Covid-19.

Convidarei os parceiros sociais, partidos, para participarem neste processo de repensar, avaliar o tipo de medidas que no seu entender serão necessárias nessa fase que se seguirá”, sendo desejável, acredita Vasco Cordeiro, o “máximo de consenso possível” em prol dos Açores.

O chefe do executivo regional falava em reunião da Comissão Permanente da Assembleia Legislativa Regional, que esta terça-feira se reúne para ouvir Vasco Cordeiro a propósito da atuação do Governo dos Açores na resposta à pandemia de Covid-19.

Para o governante, à medida que a região se aproxima da “estabilização” da situação, é necessário “começar a pensar no que se segue”, nomeadamente na “reativação” e “recuperação” da economia e no “apoio aos que estão numa situação de maior fragilidade”.

Depois de elencar as diversas medidas implementadas pelo executivo em prol das empresas e famílias – e que têm a preocupação de serem “apoios complementares” aos de índole nacional –, Vasco Cordeiro ressalvou que a evolução da pandemia “impede qualquer projeção realista quanto ao seu término”.

Contudo, esta “tem e terá impactos duros e muito significativos” na economia e na sociedade açoriana, reconheceu, acrescentando haver uma “monitorização permanente e uma análise diária e constante dos efeitos desta crise”.

Os Açores detetaram já 100 casos positivos de Covid-19, 88 dos quais ativos, tendo sido registado quatro óbitos e oito recuperações. São Miguel é a ilha com mais casos ativos (55), seguindo-se Pico (10), Terceira (sete), São Jorge (sete), Faial (cinco) e Graciosa (quatro).