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Depois de uma manhã de Mário Centeno no Parlamento a explicar a injeção de 850 milhões de euros no Novo Banco — que o primeiro-ministro disse que desconhecia —, uma tarde de Mourinho Félix, o seu secretário de Estado, sobre o mesmo assunto. Mas pelo meio uma declaração incómoda do Presidente da República a puxar o tapete ao ministro das Finanças. Resultado: no debate da tarde, o PS abandonou Centeno e a direita e o BE insistiram em saber se nas Finanças já mudou o ministro. Nenhuma resposta.

É uma “bota”, como lhe chamou a deputada do BE Mariana Mortágua, que o Governo e o PS não descalçam, esta da transferência de 850 milhões que o primeiro-ministro queria que esperasse por uma auditoria e que o ministro das Finanças autorizou antes de a auditoria chegar. Mourinho Félix justificou que a transferência foi feita no último dia contratualmente previsto e que se isso não acontecesse “à crise sanitária iria juntar-se uma crise bancária”. E que a verificação que era preciso fazer (a das cinco entidades que Centeno já referira de manhã na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças) estava feita no momento da transferência.

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